A Prefeitura de Salesópolis tem dois meses para estruturar uma nova Unidade de Conservação, graças a um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado pela gestão anterior, sem o conhecimento sequer dos afetados. O termo, uma espécie de acordo entre a prefeitura e o Ministério Público do Estado, prevê a criação do RVS (Refúgio de Vida Silvestre), para a preservação de uma ave chamada Bicudinho-do-Brejo-Paulista, até o dia 8 de agosto.
O problema maior, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento, Meio Ambiente, Agricultura e Habitação, Lucas Alonso, é que não foi respeitada uma das fases mais importantes do projeto, a de consulta pública, ainda mais se tratando de uma área de 5.585,09 hectares, a maior parte em propriedades privadas: “Infelizmente a gestão passada não respeitou essa fase importante do processo, que é ouvir os moradores das áreas afetadas e trabalhar em conjunto para que a natureza seja respeitada, assim como os seus direitos de proprietários”, disse à GAZETA.
A Consulta está marcada para o próximo dia 28, às 10h, na sede da CAMAT (Cooperativa Agrícola Mista do Alto Tietê). De acordo com Alonso, as demandas resultantes da reunião serão entregues ao MP, que decidirá sobre uma possível prorrogação do prazo.




