terça-feira, 10 mar, 2026

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Roda de Seresta transforma Mercadão de Salesópolis em palco de afeto e cultura

No terceiro sábado de todo mês, músicos amadores e público se reúnem para resgatar memórias em praça pública
Guilherme Alferes

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No terceiro sábado de cada mês, o Mercado Municipal de Salesópolis, o Mercadão, se torna palco de uma verdadeira ode à arte, à tradição e à amizade. A Roda de Seresta, que teve início há poucos meses, já tem se consolidado como um importante evento para a cultura da cidade.

O projeto nasceu de forma espontânea e afetiva. Idealizadora do projeto, a professora aposentada Dora Okuda contou à GAZETA que tudo começou como um simples desejo de reunir amigos para cantar. “Eu digo sempre para as pessoas: um projeto sempre parte de um sonho, mas a gente não faz nada sozinho, aí a gente vai agregando e a coisa dá certo.”

No início, a Roda ocorria na parte externa do Mercadão – às 20h, horário em que ele já estava fechado. Foi então que Benedito Roberto de Souza, o Gato, administrador do Mercado, intercedeu. Vendo o potencial do evento, ele sugeriu que abrissem o local também durante a noite. “Falei pra ela [Dora]: um negócio tão bonito não pode ficar escondido. Vamos abrir o mercado, trazer gente, fomentar o comércio. Conversei com os lojistas e todo mundo apoiou”, explica.

A prefeitura autorizou o uso do espaço, e a Secretaria de Turismo também abraçou a iniciativa. O resultado foi imediato: a presença do público aumentou a cada edição. Em agosto, entre 200 e 300 pessoas prestigiaram a seresta.

Com recursos da Lei Aldir Blanc, Dora conseguiu adquirir equipamentos de melhor qualidade, mas o essencial segue intacto: tudo é feito de forma voluntária.

O grupo fixo, batizado de Seresta Viva, reúne cerca de 20 pessoas e ensaia toda terça-feira. No entanto, os músicos, amadores, não recebem cachê e sequer aceitam a dinâmica de um “palco”. A ideia é que as coisas ocorram de forma horizontal, onde o público interage com a apresentação, podendo participar também diretamente.

“As pessoas vêm e se quiser cantar junto, todo mundo canta. O objetivo já é esse, sabe?! É terapêutico. Porque nós não somos cantores e cantoras. Nós somos um grupo que gosta de cantar e puxa as músicas”, conta Dora.

O repertório vai das décadas de 1940 aos anos 1980, numa viagem musical através do tempo que resgata memórias e convida à emoção.

Questionada sobre a possibilidade de expandir, Dora é assertiva: “É um encontro, não é uma apresentação. É para ser isso aqui mesmo, no terceiro sábado do mês, e fazer esse encontro. A ideia não é ampliar. Se quiser fazer em algum evento, alguma coisa, pode até ser, mas tem que ser no mesmo formato. A gente não vai subir num palco nunca. A ideia não é profissionalizar, mas sim continuar simplesmente uma seresta.”

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