Em apenas dois anos, o Alto Tietê registrou uma queda histórica nos casos de dengue. Após o pico de 2024, quando a região enfrentou milhares de ocorrências e mortes, os números despencaram em 2025 e seguem baixos neste início de 2026.
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Mogi das Cruzes liderou o ranking em 2024, com 19.409 casos e 23 mortes. Em 2025, foram 799 registros e em janeiro deste ano, apenas 11, redução de cerca de 99,9%. Suzano aparece logo atrás, com 9.114 casos e 11 mortes em 2024, passando para 451 em 2025 e 14 em janeiro deste ano.
Itaquaquecetuba contabilizou 6.519 casos e 11 mortes em 2024; em 2025 foram 372 ocorrências e, em janeiro de 2026, apenas 13 sem nenhuma vítima até o momento. Poá reduziu de 6.051 para 188 em 2025 e cinco em janeiro de 2026. Ferraz de Vasconcelos caiu de 8.820 para 707 e agora soma 23 casos. Santa Isabel saiu de 4.600 para 330 e 11 apenas em janeiro. Guararema foi de 1.113 para 82 e 28. Biritiba Mirim reduziu de 2.005 para 241 e zerou registros em 2026. Arujá reduziu de 2.092 para 182 e Salesópolis de 362 para apenas três casos até o momento em 2026.
Segundo a Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê (Condemat+), a queda é resultado de um conjunto de fatores: comportamento sazonal da doença, maior imunidade da população após o surto de 2024, condições climáticas e, principalmente, o reforço das ações preventivas. Campanhas educativas, combate aos criadouros do mosquito e a ampliação da vacinação ajudaram a mudar o cenário.
Apesar do alívio, o consórcio alerta que a dengue continua sendo um desafio permanente. O risco de novos aumentos existe, o que exige vigilância contínua e atuação integrada entre os municípios.
Atualmente, o SUS oferece a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com duas doses aplicadas nas UBSs, conforme disponibilidade local.


