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Inaugurado em 2008, o Parque Centenário da Imigração Japonesa se tornou um dos principais atrativos turísticos de Mogi das Cruzes. Com 215 mil metros de área, o parque possui diversos lagos, pontes, quadras esportivas, trilhas e espaços ao ar livre para praticar exercício físico. O parque está inserido na Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê e foi inspirado na cultura nipônica, parte importante da história e da cultura japonesa.
É estimado um público de pelo menos 12 mil pessoas por mês, o que torna o espaço um grande atrativo para o município. Visando melhorar a estrutura do local, a prefeitura publicou um edital destinado à elaboração de estudos técnicos com o objetivo de estruturar uma possível concessão do Parque Centenário da Imigração Japonesa à iniciativa privada.
Ou seja, as empresas interessadas deverão através do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), realizado por meio do chamamento público, enviar projetos de soluções inovadoras para o espaço, como: revitalização, modernização, reforma, manutenção, conservação, operação e exploração do parque.
Após a análise das documentações técnicas das empresas interessadas e a apresentação dos estudos serem realizados, a avaliação dos projetos acontecerá entre os dias 10 de janeiro e 9 de fevereiro de 2024.
Segundo o prefeito Caio Cunha (PODE), essa é uma alternativa viável para manter a área de lazer em bom estado para a população.
“Nós entendemos que o Parque Centenário tem um potencial incrível, mas com o braço da prefeitura ele acaba perdendo esse potencial. Quando a gente fala em abrir para concessão não é que as pessoas vão pagar pra entrar, mas é que a empresa que ganhar, ela irá explorar comercialmente, como abrir um restaurante, fazer algumas feiras, eventos, e por aí vai. Em troca disso, oferecer um ambiente melhor do que está hoje”, explicou.
RECEIO – Uma área muito utilizada e atrativa são os aluguéis dos pedalinhos e das pranchas de stand up, que funcionam no parque desde 2015. A proprietária da empresa, Emilene Siqueira, se diz com medo do que pode acontecer com a privatização do espaço.
“O parque, para mim, não tem reclamação, ele é ótimo e bem localizado, mas a questão da privatização é muito relativa, pois ela pode ser muito boa ou muito ruim. Quando a gente usa esse termo, automaticamente já pensamos em algo mais restrito, mesmo com as melhorias pode ser que as pessoas que frequentam hoje, que na grande maioria são de baixa renda, diminuam a frequência. Se for uma mudança que irá mudar tudo que já tem, nós também seremos prejudicados”, comentou a comerciante.
A personal trainer Luisa Orti, utiliza o parque diariamente para dar aulas e recomendou algumas mudanças para melhor aproveitar o espaço.
“Eu frequento todos os dias o parque, e acho o espaço muito bom, aberto, com bastante área verde e, em Mogi tem poucos lugares com um espaço tão amplo. Aqui eu acredito que poderia mudar um pouco a parte de estrutura e pintura, pois as áreas cobertas ficam com goteira quando chove”, comentou.
Além da recomendação, a personal imaginou a privatização como a possibilidade do parque se tornar semelhante ao Parque Ibirapuera, de São Paulo: “Com a privatização eu acho que melhoraria, nós temos o exemplo do Parque Ibirapuera, que foi privatizado e teve muitas melhorias, e acredito que aqui possa mudar pra melhor”, disse a mogiana.