sábado, 21 fev, 2026

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Professor ensina boxe convencional e adaptado em Jundiapeba, em Mogi

O professor de Educação Física Carlos Dario Aparecido Guimarães e sua esposa, Gledes Marcelino Guimarães, fundaram a AMEES (Associação Mogiana Esporte Educação Solidária), em 2016. No ano seguinte, ele começou a ensinar boxe na quadra localizada na Avenida José Galuci, 841, em Jundiapeba, Mogi das Cruzes – espaço cedido pela prefeitura.
Da Redação

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Projeto tira jovens das ruas para que a rebeldia exploda em resultados positivos no ringue

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

O professor de Educação Física Carlos Dario Aparecido Guimarães e sua esposa, Gledes Marcelino Guimarães, fundaram a AMEES (Associação Mogiana Esporte Educação Solidária), em 2016. No ano seguinte, ele começou a ensinar boxe na quadra localizada na Avenida José Galuci, 841, em Jundiapeba, Mogi das Cruzes – espaço cedido pela prefeitura.

“O projeto, que é gratuito, visa tirar a juventude das ruas, onde ela fica exposta a tudo”, resume Guimarães, para não se alongar em casos e situações alvos de polêmica e fartos noticiários.

A AMEES conta com 110 alunos com idades de 6 a 60 anos. E em 2019, foi tomada uma atitude inédita no país: fazer o boxe inclusivo. Guimarães passou a ensinar o esporte para pessoas com deficiência.

Hoje, são dez paratletas. “Cinco ainda não voltaram por conta da pandemia, que também paralisou nossas atividades”, diz. Na retomada gradativa dos trabalhos, participam um autista, um com síndrome de Down e três cadeirantes. Os alunos da AMEES são das categorias mirim (6 a 12 anos), infantil (13 a 14), cadete (15 a 16), juvenil (17 a 18), e elite (19 a 40 anos).

Quando foi convidado pelo professor, o cadeirante Danilo Braga de Oliveira, 21, disse que, a princípio, foi um choque. “Não posso, é impossível, nunca vou conseguir fazer”. A primeira reação foi gerada pelas suas condições físicas. E, agora, já há dois anos no projeto da AMESS, ele diz: “Está sendo fantástico. Várias coisas que antes eu achava impossível fazer, hoje é possível”, afirma.

Guimarães treina seus alunos de segunda a sexta. Chega à quadra às 10 horas e saí às 22 horas. O esforço dele e de seus atletas é traduzido em dezenas de troféus, medalhas e cinturões expostos numa sala que serve como escritório da AMEES. São resultados de vitórias em competições disputadas em outras cidades. “Segunda, quarta e sexta é boxe convencional. Terça e quinta, adaptado”, avisa o professor.

Diferentemente da gestão municipal anterior, a atual apoia o projeto da AMEES, cujo trabalho social chamou a atenção da universidade Unicesumar.

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