quarta-feira, 4 mar, 2026

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Produtor rural dá a volta por cima após enchentes do início do ano

Região da Chácara dos Baianos é reconhecida pela grande quantidade de agricultores
Tatiana Silva

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No início do ano, as fortes chuvas castigaram os moradores de Mogi das Cruzes, e inevitavelmente o bairro Chácara dos Baianos. Por conta do grande volume de água, que teve início no dia 29 de janeiro, grande parte deste local ficou debaixo d’água. 

Foto: Bruno Arib

Além de todo o prejuízo material dos moradores, os agricultores também sofreram com suas terras encharcadas pela água, o que levou à perda de grande parte das plantações de hortaliças. Segundo os dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em três dias foram contabilizados 186,8 mm de chuva na região.

De acordo com a apuração feita pela GAZETA na época, boa parte dos cultivadores perderam em média cerca de 80% da plantação. O cenário não era de muito otimismo por parte dos agricultores, que mesmo assim, continuaram o trabalho com a esperança de reverter a situação.

PREJUÍZO – No caso do agricultor Josemir Barbosa, muito conhecido como Miro, o prejuízo foi de 50% da produção depois das fortes chuvas do início do ano. Segundo o produtor rural, foram perdidos aproximadamente 15 mil pés de hortaliças, contabilizando R$ 100 mil em prejuízo.

Foto: Bruno Arib

“Foram três chuvas e uma pior que a outra, e uma atrás da outra. Não dava tempo de escoar a terra. O que estava no ponto de colher mesmo, não teve saída, perdemos tudo. Bate um desânimo, mas nós, produtores, temos que estar cientes que é o risco. Já está meio previsto a geada, inundação, granizo”, relatou Miro.

De acordo com o produtor, o alface chegou a ser vendido a R$ 3,00. O rabanete ficou em falta na região durante dois meses, e quando retornou aos mercados, os preços dispararam, pois a oferta era pequena e a demanda altíssima.

VOLTA POR CIMA – Mesmo com os prejuízos, Miro conseguiu dar a volta por cima: “Por incrível que pareça, esse foi o melhor ano. Nós chegamos a exportar para Cuiabá, no Mato Grosso, então, a produção aumentou muito. Mesmo depois das chuvas, consegui recuperar meu investimento”, explicou.

O plantio após as chuvas foi retomado parcialmente após 35 dias das chuvas e por completo após 60 dias, com o solo totalmente seco e apto para receber as hortaliças. Miro ressalta que as primeiras colheitas não possuíam uma alta qualidade, por conta da situação do solo.

“Teve alguns pontos da área que ficaram mais inundados. E foi onde demorou mais a voltar a produzir. Aquelas pontinhas que ficam mais altas, a gente foi cultivando, plantando e foi colhendo. Não tinha uma qualidade excelente, por conta do tempo, mas não podíamos parar”, comentou.

O produtor, que possui 20 mil metros de terra, relembrou que já produziu em média 15 toneladas de hortaliças por mês. E reforça que não utiliza agrotóxicos no solo, apenas produtos para controle de pragas.

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