segunda-feira, 9 mar, 2026

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Privatização da Sabesp definirá destino de quase 440 mil pessoas no Alto Tietê

Considerada vitória do governo Tarcísio, proposta deixa uma série de dúvidas sobre o futuro; região será diretamente afetada
Guilherme Alferes

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está terminando seu primeiro ano de mandato com uma de suas principais – e mais polêmicas – propostas, a privatização da Sabesp, bem encaminhadas. Aprovada pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) no último dia 7, a ideia tem gerado altas expectativas em relação ao futuro dos milhões de pessoas atendidas pela empresa em todo o estado.

Pensando nisso, a GAZETA procurou a Sabesp e a Semil (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) para saber onde o Alto Tietê se encaixa neste cenário atualmente e como se enquadra no novo projeto.

De acordo com a empresa, há 439.201 mil economias, ou seja, residências, cadastradas nas cidades que englobam a região, sendo Itaquaquecetuba a maior atendida, com 134.002 economias, seguida por Suzano, com 118.799, e Ferraz de Vasconcelos, com 67.585. 

Vale ressaltar que Mogi das Cruzes tem apenas 7.007 economias cadastradas na Sabesp por contar com a Semae, empresa municipal de água e esgoto.

Considerando as dez cidades da região, a tarifa média é de R$71,76 para um consumo de 0 até 10 m³ por residência (R$ 35,88 de água e R$ 35,88 de esgoto). Tarcísio garantia que este valor, com a privatização, seria diminuído, isto até a última semana, quando mudou o discurso e admitiu que haverá sim aumento, mas “num valor menor”.

Questionada sobre a função da empresa de também levar saneamento básico para todos neste novo formato, a Semil respondeu que o Alto Tietê deve receber cerca de R$ 2,1 bilhões em investimentos, “para universalizar o serviço de água e esgoto até 2029”. Segundo a pasta, o valor será utilizado para “elevar a oferta de água tratada para 99% dos domicílios até 2029, e coletar e tratar 90% do esgoto neste mesmo período”.

Sobre os cuidados com os rios e mananciais, tema caro à região, a pasta disse que a proposta irá “fortalecer o Sistema Produtor Alto Tietê, que abastece grande parte da Região Metropolitana” e exemplificou com a previsão de reversão do Rio Itapanhaú, que nasce em Biritiba Mirim. Sobre o rio Tietê, em especifico, não houve respostas.

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