Nesta terça-feira (10) Preta Gil anunciou em suas redes sociais que foi diagnosticada com um câncer no intestino. A cantora, de 48 anos, descobriu a doença após sentir desconfortos e ser internada no Rio de Janeiro no último dia 5.
“Graças a Deus, hoje recebi um diagnóstico definitivo. Tenho um Adenocarcinoma na porção final do intestino. Inicio meu tratamento já na próxima segunda-feira e conto com a energia de todos para seguir tranquila e confiante”, escreveu no Instagram.
Em todo o mundo, os tumores de intestino – que abrangem aqueles que se iniciam tanto na parte do intestino grosso chamada cólon como em sua porção final, no reto e ânus – é responsável por cerca de 10% de todos os diagnósticos de câncer no mundo, com 1,9 milhão de novos casos anuais e 935 mil mortes, segundo o levantamento Globocan, da OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a doença ocupa o segundo lugar em volume de incidência, excluindo o câncer de pele não melanoma, em homens e mulheres, ficando atrás apenas das neoplasias de próstata e mama, respectivamente.
No caso da artista, o tipo detectado foi o adenocarcinoma que em 90% dos casos se origina a partir de pólipos na região colorretal que, se não identificados e tratados precocemente, acabam por sofrer alterações ao longo dos anos e podem se tornar cancerígenos. A principal forma de diagnóstico e prevenção é através do exame de colonoscopia, em que um tubinho flexível com uma câmera na ponta é introduzido no intestino e faz imagens que revelam se há presença de possíveis alterações, permitindo, inclusive, remoção de pólipos e biópsias de lesões suspeitas. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco habitual na faixa etária de 50 anos – mas muitos países já reduziram para 45 anos de idade.




