sábado, 21 fev, 2026

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Preso, suspeito de executar Pedrinho Matador nega autoria do crime

O delegado da SHPP, Rubens José Ângelo, disse que digitais do suspeito foram encontradas no veículo usado na ação, além de ter outras evidências contra ele
Amarildo Augusto

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O SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Polícia Civil de Mogi das Cruzes ouviu na tarde desta quarta-feira (13) o principal suspeito de ser um dos executores de Pedrinho Matador, um dos maiores assassinos em série do Brasil. Adalberto de Oliveira Alves Júnior, conhecido como Pierre, foi preso temporariamente, até o final das investigações sobre o crime, que aconteceu em 5 de março do ano passado.

O delegado da SHPP, Rubens José Ângelo, disse que digitais do suspeito foram encontradas no veículo usado na ação, além de outras evidências: “Por meio de um trabalho de investigação e inteligência policial a gente conseguiu identificar um dos autores do crime, que é o Pierre. Nós temos indícios veemente da participação dele. Ainda faremos outras diligências, outras perícias, que estão sendo realizadas sob sigilo de Justiça, antes de encerrar o caso”.

A Polícia ainda tenta descobrir um segundo executor de Pedrinho Matador e também o homem que dirigia o ainda não foram identificados. No dia do crime, um Volkswagen Gol G5 preto parou no meio da rua, no bairro da Ponte Grande. Pedrinho estava na calçada. Do veículo desceram dois indivíduos, enquanto um terceiro continuou no banco do motorista. Ambos usavam máscara – um deles com uma máscara do Coringa – e estavam armados.

Eles efetuaram vários disparos contra Pedrinho Matador e, depois que ele já estava caído no chão, um dos homens cortou seu pescoço utilizando uma faca de cozinha. Os assassinos fugiram do local depois disso. O veículo foi encontrado pela polícia abandonado na estrada Cruz do Século, em Mogi, no início da via. Uma munição aparentemente intacta foi encontrada no assoalho do banco do carona.

Pierre_ O homem ouvido hoje seria um dos que desceram do veículo. Ele nega o crime. Seu advogado, Maurício Cleodir Sampaio, disse que seu cliente sequer esteve alguma vez em Mogi das Cruzes. O defensor garante que as digitais encontradas no carro também não provam nada: “As digitais estavam fora do carro, o que não significa que ele meu cliente esteve dentro do veículo. Se um carro foi utilizado para transportar os criminosos até Mogi, subentende-se que quem estava dentro colocou as mãos nos bancos, nas partes internas, mas as digitais do meu cliente não estão dentro”.

Motivação_ Uma das linhas de investigação da Polícia aponta que a morte de Pedrinho poderia ter sido determinada pelo PCC, uma vez que ele teria exigido o fim do tráfico no bairro, por causa de seus sobrinhos e outras crianças. Pierre também negou pertencer a qualquer facção criminosa.

Histórico_ Nascido em Mogi das Cruzes, Pedrinho ganhou notoriedade na década de 1980 quando foi condenado a quase 300 anos de prisão por matar 71 pessoas, embora ele mesmo tenha dito que foram mais de cem.

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