segunda-feira, 9 mar, 2026

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Preso por descartar corpo na rua em Poá se diz inocente

Corpo de Adriana Sontack Canedo foi desovado na rua, mas causa da morte ainda está em investigação pela equipe do SHPP de Mogi
Guilherme Alferes

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Na noite desta terça-feira (15), o SHPP (Setor de Homicídio e Proteção a Pessoas) de Mogi das Cruzes efetuou a prisão de Hildeny Silva Cruz, suspeito de envolvimento na morte de Adriana Sontack Canedo, cujo corpo foi encontrado dentro de um tambor e um saco de lixo, desovado na Rua Rui Barbosa, na Vila P. Neto, em Poá. Ele se diz inocente.

O corpo foi localizado na manhã da última segunda-feira (14). A investigação chegou a Hildeny, também conhecido como “Perna”, por imagens de câmeras de segurança da rua de sua casa, que fica próxima ao local da desova. As filmagens mostram um homem saindo da casa dele, de madrugada, com um carrinho de feira onde estava o tambor com o corpo.

A figura flagrada pelas imagens caminhava mancando, assim como Hildeny – esta é a origem do apelido. Segundo o delegado responsável pelo SHPP, Rubens José Angelo, este foi um dos principais indícios para a prisão.

“Analisando todo o contexto probatório que foi colhido, despertou a atenção da investigação, e até minha, o fato da pessoa que estava saindo com o corpo mancar, ter dificuldades de caminhar, com o pé direito meio virado. No momento da prisão de Hildeny, ele tinha essa mesma característica, igualzinho ao das imagens”, relatou.

Dr. Rubens também contou uma situação inusitada no momento da prisão: Após notarem a deficiência de Perna e a semelhança com os vídeos, os policiais o questionaram. Neste momento, ele tentou corrigir a posição e caminhar de forma diferente, para disfarçar.

Mesmo com uma série de indícios, Hildeny nega participação no crime, e até que conhecia Adriana. A investigação, no entanto, descobriu que ela teria um envolvimento amoroso com o irmão do suspeito, com quem ele mora. Segundo o delegado, o trio costumava usar drogas juntos.

Ao chegar na delegacia para prestar depoimento, nesta quarta-feira (16), Hildeny alegou que seu carrinho, utilizado no crime, foi roubado: “O portão abre puxando uma cordinha. Qualquer um poderia ter entrado lá e pego, algum usuário de droga lá. Não sou eu.”

Questionado pela GAZETA sobre o que aconteceu, ele disparou: “Não sei, estava dormindo.”

A causa da morte ainda não foi esclarecida, de modo que não se descarta qualquer possibilidade, de homicídio ou morte natural. “Não sabemos se foi morte violenta ou natural, isso só com o laudo. Entretanto, nós temos o crime de ocultação de cadáver, e mesmo sendo a causa da morte natural, nós não sabemos se a vítima poderia ter sido socorrida ou não, então pode ser uma omissão que tenha causado a morte dela”, explicou o delegado.

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