A Prefeitura de Mogi das Cruzes agora tem uma aliada no combate à dengue no município: a tecnologia. A partir desta sexta-feira (16), passarão a ser utilizados drones para a localização e intervenção em possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Durante o voo inaugural, o equipamento despejou larvicida em uma construção abandonada, na região da Vila Suissa, no distrito de César de Souza, cujos vizinhos já haviam feito uma série de denúncias, mas que, por todos os entraves processuais que uma intervenção mais direta exige, não puderam ser atendidas. É desta mesma forma que se dará a atuação dos drones.
Além do que faz o despejo, também foi adquirido um equipamento para o mapeamento dos pontos mais críticos da cidade. Do alto, é possível identificar possíveis focos da doença imperceptíveis pelas vias comuns.
“Esse é o início de uma ação preventiva muito importante, muito inovadora. É um contrato que iniciamos por volta de janeiro e fevereiro, e finalizamos na última semana, então temos até dois anos para utilizar os drones com inseticida, para entrar em áreas, principalmente, particulares. É o caso aqui, um terreno particular, tem objetos abandonados, uma piscina, pode acumular água. Além da notificação que temos que fazer para os donos dos imóveis, não podemos esperar contaminar a vizinhança para fazer algo”, explicou o vice-prefeito, Téo Cusatis (PSD).
Segundo o piloto de drone da Cruzense, empresa responsável pelo serviço, Jorge Miguel, o produto utilizado não oferece qualquer risco à saúde humana: “É um produto israelense, que tem adesão pela Organização Mundial da Saúde, e é inofensivo a pessoas e animais. Ele é um granulobacilo que, em contato com a água, faz a larva da dengue eclodir.”
Por meio de pregão eletrônico, a contratação da empresa se dá por uma ata de registro de preços, ou seja, será pago à empresa os valores conforme utilização. São R$ 216 a hora de uso.
À GAZETA, a secretária municipal de Saúde, Rebeca Barufi, falou sobre a importância de realizar trabalhos de prevenção, principalmente a doenças de maior recorrência sazonal, como é o caso da dengue.
“O combate à dengue é um trabalho que deve ser realizado o ano todo, não só no período sazonal, a gente precisa mapear todos os lugares, para que a gente possa controlar isso e não chegar no período sazonal e ter larva e ovo. A prefeitura está fazendo esse trabalho para que, quando chegar o verão, as chuvas, o calor, a gente tenha menos focos”, disse.




