Uma nova movimentação política envolvendo o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), começa a circular nos bastidores do Alto Tietê e já provoca reações dentro do próprio grupo ao qual ele pretende se aproximar.
De acordo com informações obtidas pela GAZETA, o chefe do Executivo itaquaquecetubense mantém tratativas para deixar o Partido Liberal e se filiar ao União Brasil, legenda que atualmente integra federação com o Progressistas. As conversas, no entanto, não se restringem a uma simples mudança partidária.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a possível filiação estaria condicionada à ocupação de um espaço de coordenação política na região do Alto Tietê, o que, antes mesmo de qualquer anúncio oficial, já tem sido visto com ressalvas por lideranças locais da própria federação.
Nos bastidores, o incômodo tem relação direta com a forma como o movimento vem sendo conduzido. Integrantes do grupo lembram que a estrutura regional do União Brasil e do Progressistas não é recente e foi construída ao longo dos anos por dirigentes e representantes que permanecem vinculados às siglas, o que torna a chegada de um novo integrante em posição de destaque um ponto de tensão.
A trajetória partidária de Boigues também entra na conta dessa resistência. Em 2016, ele disputou a Prefeitura de Itaquaquecetuba pelo então PTdoB, atual Avante. Posteriormente, filiou-se ao Progressistas, partido pelo qual se elegeu prefeito em 2020. Já em 2024, durante a janela partidária, migrou para o PL, legenda pela qual conquistou a reeleição.
Pra lá e pra cá
Caso a nova mudança se confirme, será mais uma alteração em um intervalo relativamente curto dentro de sua carreira política.
O movimento em direção ao União Brasil ocorre em um momento em que Eduardo Boigues está em vias de confirmar sua pré-candidatura a deputado federal.
Conforme apurado, a eventual troca de partido está associada à intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, o que exige articulação regional mais ampla e inserção em uma estrutura partidária com capilaridade.
Diante desse cenário, a possível filiação passa a ser observada não apenas como uma decisão individual, mas como um fator com potencial de alterar o equilíbrio interno da federação no Alto Tietê, especialmente em um contexto em que lideranças locais já atuam na organização de seus próprios projetos eleitorais para o próximo ciclo.



