segunda-feira, 30 mar, 2026
Leitura: Possível saída de Boigues do PL expõe histórico de abandono partidário e gera ruído na União-PP

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Possível saída de Boigues do PL expõe histórico de abandono partidário e gera ruído na União-PP

Da Redação

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Uma nova movimentação política envolvendo o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), começa a circular nos bastidores do Alto Tietê e já provoca reações dentro do próprio grupo ao qual ele pretende se aproximar.

De acordo com informações obtidas pela GAZETA, o chefe do Executivo itaquaquecetubense mantém tratativas para deixar o Partido Liberal e se filiar ao União Brasil, legenda que atualmente integra federação com o Progressistas. As conversas, no entanto, não se restringem a uma simples mudança partidária.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a possível filiação estaria condicionada à ocupação de um espaço de coordenação política na região do Alto Tietê, o que, antes mesmo de qualquer anúncio oficial, já tem sido visto com ressalvas por lideranças locais da própria federação.

Nos bastidores, o incômodo tem relação direta com a forma como o movimento vem sendo conduzido. Integrantes do grupo lembram que a estrutura regional do União Brasil e do Progressistas não é recente e foi construída ao longo dos anos por dirigentes e representantes que permanecem vinculados às siglas, o que torna a chegada de um novo integrante em posição de destaque um ponto de tensão.

A trajetória partidária de Boigues também entra na conta dessa resistência. Em 2016, ele disputou a Prefeitura de Itaquaquecetuba pelo então PTdoB, atual Avante. Posteriormente, filiou-se ao Progressistas, partido pelo qual se elegeu prefeito em 2020. Já em 2024, durante a janela partidária, migrou para o PL, legenda pela qual conquistou a reeleição.

Pra lá e pra cá

Caso a nova mudança se confirme, será mais uma alteração em um intervalo relativamente curto dentro de sua carreira política.

O movimento em direção ao União Brasil ocorre em um momento em que Eduardo Boigues está em vias de confirmar sua pré-candidatura a deputado federal.

Conforme apurado, a eventual troca de partido está associada à intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, o que exige articulação regional mais ampla e inserção em uma estrutura partidária com capilaridade.

Diante desse cenário, a possível filiação passa a ser observada não apenas como uma decisão individual, mas como um fator com potencial de alterar o equilíbrio interno da federação no Alto Tietê, especialmente em um contexto em que lideranças locais já atuam na organização de seus próprios projetos eleitorais para o próximo ciclo.

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