segunda-feira, 9 mar, 2026

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PM executa homem rendido dentro de quarto em Paraisópolis

Imagens das câmeras corporais mostram os policiais dentro de uma casa, abordando dois homens e executando um deles, já rendido
Guilherme Alferes

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Após liberação dos materiais das câmeras corporais de policiais envolvidos numa operação ocorrida na favela de Paraisópolis no último dia 10, mais um “caso isolado” de covardia de agentes do Estado de São Paulo ficou evidenciado. As imagens mostram os policiais dentro de uma casa, abordando dois homens dentro do quarto e executando um deles, que estava rendido.

A vítima foi identificada como Igor Oliveira de Moraes Santos, de 26 anos. Segundo a PM, ele era suspeito de praticar o tráfico de drogas e, com a presença dos policiais, teria corrido, junto de outros três comparsas, para dentro desta casa.

Quando os PMs entraram no quarto, ele estava com as mãos levantadas e, antes mesmo de qualquer abordagem, um deles deu dois tiros. Baleado, Igor caiu ao chão e foi mandado levantar; quando o fez, tomou outro tiro, desta vez fatal.

Logo após o assassinato, ouve-se no vídeo um dos agentes dizendo “as COP, as COP”, em referência às Câmeras Operacionais Portáteis, graças às quais o crime foi comprovado e reconhecido inclusive pela Polícia Militar.

Ao portal G1, o chefe da comunicação da PM, coronel Emerson Massera, classificou a ação dos policiais como “ilegal”. “A ação começou completamente legítima. Num determinado momento, esse homem já estava rendido quando os policiais efetivaram os disparos, sem nada que os justificasse”, admitiu.

Os policiais envolvidos na ação foram indiciados e o que efetuou os disparos responde por homicídio doloso.

O assassinato gerou revolta em moradores da comunidade, que protestaram de forma acintosa nos dias que se seguiram. Imagens da TV Globo mostraram pessoas armadas com pedaços de madeira e pedras atacando carros que transitavam pela Avenida Giovanni Gronchi.

Houve confrontos entre os manifestantes e a polícia, quando ela foi acionada para conter a confusão, gerando mais uma vítima fatal, Bruno Leite, de 29 anos. Outro morador foi preso.

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