sábado, 21 fev, 2026

- PUBLICIDADE -

Pedágio na Mogi-Dutra deve gerar no primeiro ano R$ 10 milhões de prejuízo ao Taboão

A instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra poderá gerar um prejuízo, apenas no primeiro ano de funcionamento, de ao menos R$ 10 milhões ao Distrito Industrial do Taboão. O levantamento foi realizado pela Agestab (Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão).
Da Redação

Receba as novidades direto no seu smartphone!

Entre no nosso grupo do Whatsapp e fique sempre atualizado.

O levantamento foi feito pelo Agestab levando em consideração as despesas extras que a Praça de Cobrança vai gerar

Da Redação / Foto: Bruno Arib

A instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra poderá gerar um prejuízo, apenas no primeiro ano de funcionamento, de ao menos R$ 10 milhões ao Distrito Industrial do Taboão. O levantamento foi realizado pela Agestab (Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão).

O montante leva em consideração as despesas extras com os trabalhadores diretos e indiretos e com os prestadores de serviços, que passarão a ter um gasto adicional para chegarem ao trabalho e voltarem para casa.

Atualmente, cerca de quatro mil colaboradores estão envolvidos com as empresas associadas da Agestab, sendo 70% deles mogianos, na imensa maioria moradores de bairros que ficarão além do pedágio. O valor do pedágio utilizado no levantamento foi de R$ 5.

“O pedágio é ruim em todos os aspectos. Ele não se justifica. O resultado deste projeto será desastroso para o Taboão, para Mogi das Cruzes, para o Alto Tietê e para a Região Metropolitana de São Paulo.”

Afirmou o presidente da Agestab, Osvaldo Baradel

Baradel ressalta que os R$ 10 milhões, mais de R$ 800 mil por mês, aproximadamente R$ 41 mil por dia útil, levam em conta a estimativa de prejuízo gerado nas cerca de 40 empresas associadas à Agestab e alerta que o montante é ainda maior, uma vez que duas das principais companhias da região, a GM e a Kimberly Clark, contam com unidades fabris no Taboão e empregam centenas de colaboradores mogianos.

“Não podemos permitir que o pedágio divida Mogi das Cruzes. O Taboão e parte Mogi das Cruzes ficarão isolados. A produção ficará mais cara. Haverá dificuldades na contratação de mão de obra da própria cidade. A proposta é um contrassenso”, alertou Baradel.

A estimativa do prejuízo adicional às empresas foi encaminhada à Prefeitura de Mogi das Cruzes e será utilizada no processo que tenta barrar a implementação da praça de pedágio no km 41 da Mogi-Dutra.

“Os prejuízos não são apenas futuros. O simples anúncio de que o pedágio poderá ser instalado já tem repercutido negativamente entre os investidores, nas empresas que sondavam o Taboão e nos empresários que já estão por aqui, uma vez que começamos a repensar os projetos de expansão”, afirmou o presidente da Associação Gestora, entidade que tem participado de forma ativa dos movimentos contrários à proposta da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). 

Total Views: 0
Compartilhar este artigo
Deixar uma avaliação

Deixar uma avaliação

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- publicidade -

- PUBLICIDADE -