Em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, o setor de Hemodinâmica do Hospital Municipal Antônio Giglio (HMAG), em Osasco, já realizou mais de 1.500 procedimentos de alta complexidade registrados na unidade.
Criado em 2021, o serviço celebra pouco mais de 2 anos de atuação e acumula números expressivos e reveladores sobre a importância do trabalho não só para a população de Osasco, mas também de toda a região. O número de serviços realizados é expressivo desde o início de suas atividades e mostra o quão era necessário o setor na cidade.
Hemodinâmica é um setor no hospital que tem por objetivo a realização de procedimentos minimamente invasivos para obter diagnósticos rápidos e seguros para alterações que afetam a saúde do coração e do sistema cardiovascular como um todo.
O procedimento hemodinâmico permite um diagnóstico e tratamento mais ágil e seguro, mesmo de doenças mais complexas. Trata-se de uma área da cardiologia que se concentra no tratamento de complicações cardíacas como isquemias coronárias, por meio da angioplastia, bem como a introdução de próteses.
Na maior parte dos procedimentos hemodinâmicos, utiliza-se a inserção de cateteres muito finos, que são guiados por dentro dos vasos sanguíneos do paciente, apenas com uma punção mínima no braço ou da perna, sob sedação e anestesia local, sendo muito seguro e mais confortável para o paciente. Através destes cateteres é https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistrado contraste, permitindo-se a visualização das estruturas a serem analisadas, tanto para a realização do diagnóstico como para tratamentos minimamente invasivos. Ela é feita em um aparelho altamente especializado, que expande a capacidade de visualização cirúrgica, essencial para a realização dos procedimentos minimamente invasivos, incluindo aí imagens tanto estáticas como dinâmicas, com capacidade de geração de imagens em 3D, bem como reconstrução e fusão de imagens digitais.
O Diretor de Qualidade e Planejamento, responsável pelo controle de regulação da instituição, Paulo Oliveira, que implantou a Hemodinâmica no hospital, explica que antes da Santa Casa de São Bernardo do Campo assumir a gestão do HMAG, existiam muitos pacientes com doenças de coração que esperavam cerca de dois meses para receber algum tipo de diagnóstico e depois mais dois meses esperando na fila do CROS para realizar uma cirurgia, então quando assumiu a gestão, realizou um estudo e apresentou para a prefeitura a necessidade do setor na unidade.

“Tinha paciente que ficava mais de quatro meses para conseguir realizar uma cirurgia e eu mostrei a significância da Hemodinâmica, pois, o fluxo rotativo do hospital estava estagnado, e hoje vemos pelo número de procedimentos o quanto impactou na vida dos pacientes. Enquanto profissional e ser humano também, é gratificante ter feito parte de todo o processo e estar contribuindo com a sociedade”, enfatizou Paulo Oliveira.


