A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou o reajuste da tarifa do transporte coletivo municipal, que passa a custar R$ 5,50 a partir de terça-feira (31). O aumento será de R$ 0,20. O valor mantém a cidade com uma das tarifas mais baixas da região do Alto Tietê.
O anúncio foi acompanhado da exigência de que todos os novos ônibus incorporados à frota tenham ar-condicionado. A renovação deve começar nos próximos meses, com a previsão de 26 veículos equipados até maio.
De acordo com a prefeitura, os novos coletivos também contarão com tecnologia para redução de emissão de poluentes, dentro do padrão Euro 6, além de recursos de acessibilidade.
A administração informou ainda que um ônibus elétrico será incorporado ao sistema até o meio do ano, sem custos para o município.
O reajuste foi definido após estudos técnicos realizados pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito ao longo dos últimos quatro meses, além de negociações com as concessionárias.
Para limitar o aumento a R$ 0,20, a prefeitura adotou medidas como isenção de outorga, flexibilização da idade da frota e ajustes operacionais no sistema.
Custos do setor
O transporte público urbano tem sido impactado pelo aumento no preço do óleo diesel, um dos principais custos operacionais do setor.
Segundo a prefeitura, esse cenário está relacionado a fatores externos, como instabilidade no mercado internacional de energia, que influencia os custos e pressiona as tarifas.
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Operação
Atualmente, o sistema municipal conta com 123 ônibus em operação, distribuídos em 81 linhas.
Em 2025, cerca de 32 milhões de passageiros utilizaram o transporte coletivo na cidade.
Nos últimos meses, a prefeitura também informou a adoção de medidas como instalação de abrigos em pontos de ônibus, inspeção veicular e capacitação de motoristas.
Entre as ações já realizadas está a apresentação, no ano passado, de 45 novos ônibus para renovação e ampliação da frota, em um investimento de cerca de R$ 45 milhões das empresas.
A Secretaria de Mobilidade e Trânsito realiza continuamente o estudo dos trajetos existentes e a análise das demandas reprimidas para tornar a programação dos horários compatível com as necessidades e características de cada um dos bairros atendidos.
A expectativa é de que as mudanças operacionais, aliadas à renovação da frota, contribuam para a melhoria do serviço.


