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Pandemia provocou aumento do volume de lixo e resíduos de saúde em Suzano

Levantamento feito pela Pioneira Saneamento e Limpeza Urbana, no município de Suzano - um dos locais onde presta serviços de coleta e transportes de resíduos sólidos -, constatou aumento de 6,85% no volume total de lixo em 2020 (99,20 mil toneladas), na comparação com 2019 (92,84 mil toneladas).

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Média mensal do volume coletado no período de isolamento social e home office demonstra impacto da pandemia na produção de resíduos sólidos pela sociedade

Da Redação / Foto: Divulgação

Levantamento feito pela Pioneira Saneamento e Limpeza Urbana, no município de Suzano – um dos locais onde presta serviços de coleta e transportes de resíduos sólidos -, constatou aumento de 6,85% no volume total de lixo em 2020 (99,20 mil toneladas), na comparação com 2019 (92,84 mil toneladas).

“Esse crescimento resulta, de modo muito claro, da pandemia de Covid-19, pois o maior volume mensal registrou-se principalmente a partir de abril, quando se intensificou o isolamento social e grande parte dos trabalhadores passou ao regime de home office”, explica Fernando Prado, diretor da empresa.

Comparando-se os meses de abril, o aumento em 2020 foi de 15,39%, passando de 7,85 mil para 9,06 mil toneladas. Se for considerado o recorte apenas dos resíduos de saúde, a diferença é bem maior, de aproximadamente 10 vezes mais. O pico da coleta em 2020 verificou-se em dezembro, com 9,14 mil toneladas, refletindo, também, o maior consumo relativo às festas de final de ano. No último mês de 2019, registrou-se o maior volume do ano, com 8,46 mil toneladas.

“Um dado que mostra com clareza o impacto da pandemia na produção de lixo pela sociedade é a média mensal do volume coletado a partir de abril, que passou de 7,75 mil toneladas, em 2019, para 8,33 mil, em 2020, significando aumento de 7,48%”, observa Prado.

Comparando-se apenas os primeiros trimestres do ano passado e de 2019, o aumento da média mensal foi de 4,3%, ou seja, 3,18 pontos percentuais abaixo do período de nove meses de quarentena, home office e restrição das atividades.

Considerando-se a população estimada atual de Suzano, segundo o IBGE, de 300.559 pessoas, a média anual de produção de lixo em 2020 foi de 330 toneladas por habitante. Em 2019, esse índice foi de 308 toneladas. A diferença também reflete os impactos da pandemia.

Proteção dos trabalhadores

Fernando Prado explica que os trabalhadores que atuam na coleta e transporte dos resíduos sólidos incluem-se, em todo o Brasil, entre os que estão na linha de frente da luta contra a pandemia.

“Por isso, precisam da máxima proteção possível, o que tratamos de prover, afastando os que integram os grupos de risco, promovendo o treinamento para a higienização e cuidados necessários durante as atividades, bem como o uso de equipamentos de proteção individual”, explicou.

O diretor da Pioneira também lembra a importância da atitude cidadã de todas as pessoas para a proteção desses trabalhadores, que não podem parar e têm prestado relevantes serviços à sociedade. Nesse sentido, é fundamental utilizar dois sacos, um dentro do outro, para o descarte do lixo, amarrando-os com um nó bem forte. Eles devem ser resistentes, descartáveis e enchidos com até dois terços da capacidade. As medidas visam evitar o contato dos trabalhadores com possíveis resíduos contaminados.

Outra preocupação refere-se ao descarte de luvas e máscaras de proteção que estão sendo usadas pela população. Esses materiais não devem ser jogados no lixo reciclável, pois correm o risco de estarem contaminados. Além disso, há um cuidado sempre necessário, de não colocar no lixo materiais perfurocortantes, como espetinhos de churrasco e cacos de vidro.

“É importante estar atento para preservar a saúde daqueles que estão zelando pela cidade”, concluiu Prado.

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