Pandemia na Educação: uma questão política ou científica?

Sempre tenho discutido aqui sobre a problemática da questão educacional neste momento tão delicado da pandemia de Covid-19.

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Por Marcelo Marcos Silva / Arte: Giovanna Figueiredo

Sempre tenho discutido aqui sobre a problemática da questão educacional neste momento tão delicado da pandemia de Covid-19. Enquanto o número de vacinação aumenta vagarosamente, a sociedade retorna a uma normalidade, aparentemente, tranquila, mas delicada, quando de certo o que podemos observar são números ainda muito altos de pessoas infectadas e de mortes causadas por esse vírus.

Educadores de todas as redes no estado de São Paulo foram contemplados a receberem doses das vacinas, no entanto, nem todos da educação menores de 47 anos e até mesmo aqueles com mais idade que trabalham em órgãos centrais ou regionais das Secretarias da Educação e que mantêm contato direto com funcionários das escolas, não foram contemplados nesta etapa estabelecida pelo governo, daí pergunto: Essa estratégia governamental é mais uma atitude baseada na política ou na ciência?

A ciência demonstra que a infecção entre jovens atualmente está muito alta, inclusive a de internações em UTI’s, e fato é que a tão esperada vacina chegou ao mesmo tempo em que o vírus sofre mutações, além disso, estamos prestes a encarar uma cepa indiana que poderá causar ou não uma catástrofe ainda maior se as coisas continuarem como estão. Mas, em quem confiar neste momento, no cientista ou no político?

Segundo Fernando Haddad, ex-Ministro da Educação e ex-Prefeito da Cidade de São Paulo, “[…] a pior coisa nesses casos, é o palpite sem base científica.”, em sua opinião, “[…] o governo errou muito em não ter um comitê de crise com pessoas de várias áreas, da Economia, Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia, para pensar uma matriz de risco que desse lugar a um conjunto de protocolos que pudessem ser seguidos por governadores, prefeitos, gestores públicos, diretores de escola e assim por diante”.

Fernando Haddad ainda menciona que “[…] tem medo de qualquer decisão ser tomada com base na pressão. E isso seria pior tanto para professores, quanto para estudantes e para as famílias. Qualquer decisão que fosse tomada com base na pressão de grupos ou manipulação da opinião pública, sobretudo, porque nós estamos falando da vida de crianças e jovens.”

Para ele, “O papel de um governante não é saber tudo, é convocar quem sabe”.

Para nós, população, resta saber sobre os próximos passos dessa estratégia político-científica e rezar para não nos contaminar enquanto não nos vacinamos. Espera-se que a CPI da Covid aponte culpados pela negligência sobre a perda de mais de 450.000 mortes e traga resultados positivos em pouco tempo, pois tempo é nosso rival nesse momento de corrida contra a doença, afinal, não temos tempo a perder.

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Uma resposta

  1. O presidente da República, agiu corretamente é fácil criticar quando estamos do outro lado!!!! 100% bolsonaro

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