Pandemia: especialistas apontam motivos para “fechar” o país por duas semanas

Especialistas usam argumentos que mostram a necessidade de um lockdown nacional (bloqueio geral), com medidas duras de restrição de circulação, durante o mês de março no Brasil. Os especialistas elencam que: Sem vacinação em massa, sem rastreamento dos casos e sem o aumento da testagem, o distanciamento é a única maneira de conter o vírus. Devido ao agravamento geral da pandemia, o país não conseguirá diminuir as transmissões se cada estado adotar uma medida diferente. Quanto menor a circulação da população, menor a chance de o vírus encontrar pessoas suscetíveis à infecção.

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Para eles, medidas de restrição por menos de 15 dias e campanha de vacinação sem isolamento social não impedirão avanço da Covid-19 e mortes

Da Redação / Foto: Divulgação

Especialistas usam argumentos que mostram a necessidade de um lockdown nacional (bloqueio geral), com medidas duras de restrição de circulação, durante o mês de março no Brasil. Os especialistas elencam que: Sem vacinação em massa, sem rastreamento dos casos e sem o aumento da testagem, o distanciamento é a única maneira de conter o vírus. Devido ao agravamento geral da pandemia, o país não conseguirá diminuir as transmissões se cada estado adotar uma medida diferente. Quanto menor a circulação da população, menor a chance de o vírus encontrar pessoas suscetíveis à infecção.

Praias e comércio fechados, toque de recolher e barreiras sanitárias em todo o país por, pelo menos, duas semanas. É o que defendem especialistas como medidas nacionais que precisam ser coordenadas pelo o governo federal que já deveria tê-las adotado em março visando conter o avanço da pandemia, que já registrou recordes de mortes em apenas dois meses de 2021.

Vanja dos Santos, que é integrante da diretoria do CNS (Conselho Nacional de Saúde) fala que diante do iminente colapso do sistema de saúde em quase todos os estados, as ações precisam ser nacionais para serem eficazes.

“No momento de caos generalizado em que estamos, ou paramos e fechamos tudo, ou vamos dobrar essas mais de 250 mil mortes pela Covid-19 que tivemos em um ano em um tempo muito menor”, prevê.

Ela explica que o CNS e demais órgão nacionais que fazem parte da “Frente Pela Vida” pedem ao governo federal ações unificadas desde o ano passado. O agravamento da pandemia em fevereiro, até o momento marcado como o mês com maior número de mortes por Covid-19, desde o início da pandemia, ilustram a necessidade da paralisação das atividades em todo o país.

“Na nossa última reunião, na terça-feira (23), discutimos medidas urgentes para o Brasil neste momento, como fechar todo o comércio, praias e serviço não essencial por duas semanas, assim como estipular um toque de recolher, implementar barreiras sanitárias pelo país e fazer testagem em massa”, revelou Santos.

A diretora do CNS afirma que a entidade pede desde meados de 2020 que o governo federal coordene e unifique as medidas contra a pandemia. “Pedido que o governo federal nunca atendeu”, contou ela.  

Outra entidade que pede há meses uma coordenação nacional das medidas contra a Covid-19 é o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), que divulgou na segunda-feira (1) uma carta com sugestões de medidas urgentes contra o iminente colapso das redes pública e privada de saúde diante do aumento dos casos de Covid-19 no Brasil.

Nos pedidos do Conass estão a adoção de um toque de recolher nacional, o fechamento de bares e praias, proibição de eventos presenciais, suspensão de aulas presenciais em todo o país. A carta também critica a falta condução nacional unificada e coerente da reação à pandemia.

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