terça-feira, 24 fev, 2026

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Operação da Polícia Civil cumpre mandados no Alto Tietê

Ação investiga organização suspeita de aplicar golpes; MC Negão Original é um dos alvos
Da Redação

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Fim da Fábula para desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar golpes e lavar dinheiro. A ação cumpre 53 mandados de prisão temporária e 120 de busca e apreensão, inclusive em cidades do Alto Tietê.

Um dos alvos é João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original. A polícia esteve em ao menos dois endereços ligados ao artista, em Mogi das Cruzes, mas ele não foi localizado até o momento. Também há diligências em Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Itaquaquecetuba.

Ao todo, são cumpridos 173 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

A operação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp). As investigações estão a cargo da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), por meio da 6ª Delegacia de Facções e Lavagem de Dinheiro.

Segundo as apurações, os investigados são suspeitos de envolvimento em fraudes conhecidas como “golpe do INSS”, “golpe do falso advogado” e “golpe da mão fantasma”. O grupo utilizaria plataformas de apostas on-line e fintechs para movimentar valores obtidos de forma ilícita, incluindo a clonagem de chaves Pix. O inquérito também apura lavagem de capitais.

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Além das prisões e buscas, a operação mira o patrimônio dos investigados. O Gaepp identificou ao menos 36 imóveis vinculados ao grupo, além de veículos e embarcações. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes identificadas na investigação.

As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.

Cerca de 400 policiais do Deic e promotores de Justiça participam da ação, com apoio das Polícias Civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.

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