segunda-feira, 9 mar, 2026

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Cooperativa em Jundiapeba transforma reciclagem em renda e inclusão social

No Dia da Mulher, cooperativa em Jundiapeba mostra como a reciclagem pode gerar renda, fortalecer a autonomia feminina e ajudar na preservação do meio ambiente
Eduarda Martins

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No Dia Internacional da Mulher, histórias de união, trabalho e cuidado com o meio ambiente ganham destaque em Mogi das Cruzes. Em Jundiapeba, a Cooperativa das Mulheres Unidas pela Reciclagem (Coopermur) reúne mulheres que encontraram na reciclagem uma forma de gerar renda, fortalecer a autonomia feminina e contribuir com a preservação ambiental.

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Fundada em 20 de novembro de 2024, a cooperativa surgiu a partir da iniciativa de Paulo Alves, que já tinha experiência na área e decidiu criar um modelo de trabalho coletivo. Segundo a secretária da cooperativa, Maria Isabel de Lima, o projeto começou de forma simples.

“Começou lá em casa. A gente fazia as reuniões e organizava tudo por lá. Depois conseguimos vir para esse espaço, onde hoje funciona a sede”, conta.

Atualmente, cerca de 10 mulheres fazem parte da cooperativa, além de alguns homens que também participam das atividades. No local são recebidos materiais recicláveis como papel, papelão, plástico e garrafas PET, que passam por triagem e separação antes de serem encaminhados para empresas que compram o material já organizado.

A presidente da Coopermur, Maria Helena Alves, explica que entrou no projeto após ser convidada para uma reunião e acabou se envolvendo com a iniciativa. Hoje, além de ajudar na organização do trabalho, ela também busca parcerias para fortalecer a cooperativa.

Segundo ela, o trabalho de reciclagem é essencial para aumentar os índices de reaproveitamento de resíduos na cidade.

“Mogi das Cruzes recicla hoje cerca de 3% de todo o material que é retirado das ruas. A cidade tem capacidade para ter até três cooperativas trabalhando para aumentar essa quantidade de material reciclável. A Coopermur está aqui para ajudar, somar e melhorar esse cenário”, destaca.

Além do impacto ambiental, a cooperativa também tem um papel social importante. Para muitas mulheres, o trabalho representa uma oportunidade de aprendizado e mudança de vida.

A cooperada Nice Batista, que atua na separação dos materiais, conta que passou a enxergar a reciclagem de outra forma depois de entrar no projeto.

“Antes eu não tinha conhecimento sobre separar o lixo reciclável. Trabalhar aqui mudou muito minha visão. Essa pequena separação nas casas já faria uma diferença enorme para o meio ambiente. Além disso me ajudou bastante na minha situação financeira”, afirma.

A cooperada Letícia Andrade também acredita que ainda falta informação sobre o tema, mas destaca que a cooperativa tem ajudado a ampliar a conscientização.

“A Coopermur abriu muito a mente de muitas mulheres. A gente passa a enxergar a reciclagem de uma forma diferente”, diz.

Entre os objetivos da cooperativa para os próximos anos está a ampliação do número de associados e a possibilidade de participar da coleta seletiva do município, fortalecendo ainda mais o trabalho de reciclagem na cidade.

Mais do que reciclar materiais, as mulheres da Coopermur mostram que é possível transformar resíduos em oportunidade, consciência ambiental e inclusão social

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