quarta-feira, 4 mar, 2026

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Moradores de condomínio em Itaquá lutam para construtora MRV cumprir promessas

Desde 2020 os moradores esperam por vagas de garagem vendidas pela empresa
Guilherme Alferes

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Em 2021 a GAZETA noticiou o caso do conflito entre os moradores do condomínio Mirante de Itaquá, localizado no bairro Guatambu, e a MRV Engenharia, responsável pela construção do empreendimento, acerca de promessas feitas durante o processo de venda dos imóveis e não cumpridas quando eles foram entregues, sendo a principal delas o número de vagas de estacionamento. Dois anos depois, o imbróglio segue, tendo a construtora cedido em relação a algumas das demandas, mas ainda sem resolver o problema principal.

De acordo com o professor Moisés Corrêa de Souza, 31, morador que decidiu encabeçar a luta ante a empresa, os corretores da empresa, assim como os materiais de divulgação, fizeram com que os então interessados acreditassem que haveria uma vaga no estacionamento para cada apartamento, assim como a instalação de câmeras de segurança, cercas elétricas e até de um pomar. Os últimos foram feitos depois da pressão dos condôminos, via Procon, Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) e judicial.

No caso das vagas, os moradores apelaram até para o Ministério Público, que reconheceu a razão deles, mas entendeu que o caso não pertence a essa esfera da justiça. 

Durante o processo, foram feitas algumas novas descobertas que se somaram às razões de descontentamento: além de não entregar todas as 280 vagas prometidas, grande parte das 140 existentes têm a metragem errada. Segundo a planta do condomínio, as vagas deveriam ter 4,70m de comprimento e 2,20m de largura e, em vídeos feitos por moradores, aos quais a GAZETA teve acesso, nota-se que há vagas entre 4cm e 45cm menores que o prometido.

Enquanto as negociações ocorrem, a vida segue e, neste meio tempo, as pessoas têm de procurar soluções, como a criação de um sistema “Zona Azul”, implementado pelo síndico, Thiago Gomes, que consistiu na criação de novas vagas na frente das originais, mas que só podem ser utilizadas das 22h às 6h.

Aqueles que não conseguem lugar para estacionar nem de uma forma nem outra, têm de se acostumar com a exposição da rua, correndo risco de serem roubados, como já aconteceu mais de uma vez.

“Muitas vezes as pessoas preferem morar em condomínios por conta da segurança, de vaga de garagem, ter um local mais seguro, e aí você chega aqui e fala que não tem?! É por isso que estamos nessa luta”, disse Moisés.

RESPOSTA – Questionada, a MRV Engenharia, em nota contrariou as acusações: “A empresa esclarece que o sistema de distribuição de vagas de estacionamento é rotativo e foi devidamente estabelecido na documentação publicitária e na convenção condominial, que foram apresentadas aos clientes juntamente com as especificações do imóvel.”

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