Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Moradores afirmam que projetos da Suzano contra a pobreza é uma ‘farsa’

'A pobreza está aqui': Projetos de erradicação da pobreza anunciados pela empresa nunca chegam sequer a ‘vizinhos’ da fábrica
Moradores de Jundiapeba, em Mogi, desconhecem programas - Foto: Bruno Arib / Arquivo GAZETA

Receba as novidades direto no seu smartphone!

Entre no nosso grupo do Whatsapp e fique sempre atualizado.

De acordo com a Central de Sustentabilidade da Suzano S/A, um de seus compromissos para renovar a vida é diminuir a pobreza. Dessa forma, a empresa tem o objetivo de retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza que moram próximas às suas áreas de atuação até 2030. Para isso, a organização afirma que programas e projetos de geração de renda são criados e a instituição busca influenciar processos e políticas públicas, fortalecendo negócios locais sustentáveis que fazem parte da cultura de cada região.

Segundo a empresa, em 2023, foram investidos R$ 22,1 milhões em 73 projetos de organizações da sociedade civil, beneficiando mais de 92 mil pessoas em mais de 120 municípios, distribuídos em oito Estados, totalizando 51.883 pessoas retiradas da pobreza desde 2020.

Entretanto, na prática, moradores de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, que são “vizinhos” da fábrica, afirmam que isso não passa de uma falácia. Osvaldo José da Silva, que trabalhou por 30 anos na organização, disse à GAZETA que nem ele e nenhum de seus vizinhos souberam de qualquer projeto com o objetivo de diminuir a pobreza na região.

Raquel Lima, moradora da região há 30 anos, também disse que sequer sabe sobre isso. “A pobreza está aqui. Nunca ouvi falar nada sobre. Nunca veio nenhum representante falar sobre projetos, cursos ou programa aqui com a gente.”

Além disso, a Suzano S/A também acredita que, para erradicar a pobreza, é necessário interferir estruturalmente na educação. Dessa forma, a empresa afirma que busca ser parte da solução para esse desafio e investe na melhoria da qualidade do ensino por meio do PSE (Programa Suzano de Educação), que tem como objetivo a formação integral dos estudantes, qualificando profissionais e educadores, promovendo articulação entre setores e estimulando famílias e comunidades a participarem mais na vida escolar.

Porém, mais uma vez, isso também não acontece. Priscila de Oliveira Leal, coordenadora pedagógica do CEIC Dó – Ré – Mi (CEIM Maria José Alves de Souza), uma creche beneficente em Jundiapeba, afirma que desconhece qualquer apoio dessa instituição. “Esse trabalho da Companhia Suzano não chegou até a gente. Não conheço nenhuma entidade que receba alguma ajuda da empresa e seria bacana eles terem esse olhar com a gente.”

O que diz a empresa?

“Especificamente voltado para a região de Suzano e Alto Tietê, a empresa desenvolve desde 2022, em pareceria com o Sebrae, o Projeto Semente, com o objetivo gerar renda e novas oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade social, por meio de capacitações, mentorias e acompanhamento no mercado de trabalho. Somente em 2022, o projeto impactou mais de 200 pessoas na região. Além disso a empresa também destaca o apoio a pequenos artesãos e artesãs da região, proporcionando que esses profissionais comercializem seus produtos nas unidades da empresa, além de potencializar a participação em feiras e eventos internacionais como a ABCasa.

Entre outras iniciativas de desenvolvimento social, também está a parceria com o Instituto Bold, que recentemente abriu inscrições para 100 vagas na região de Suzano, com foco no direcionamento e desenvolvimento de estudantes de baixa renda, provenientes de escolas públicas, com idades entre 14 e 17 anos”.

Compartilhe com Todos!
Facebook
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique Informado!

Siga a Gazeta

Leia Também

Publicidade