Menina de 9 anos tem síndrome rara e sua família pede ajuda para tratamento

Ana Júlia Aragão convive com o problema desde maio de 2023; família mogiana passa por apuros emocionais e financeiros
Irmã de Ana Júlia, Laissa, precisou sair de seu trabalho formal para ajudar a mãe a cuidar da irmã
Irmã de Ana Júlia, Laissa, precisou sair de seu trabalho formal para ajudar a mãe a cuidar da irmã - Foto Cecília Siqueira

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Em uma corrida contra o tempo, a família da pequena Ana Júlia Aragão, de nove anos, faz apelo para conseguir ajuda no tratamento de saúde e arrecadar insumos, materiais hospitalares e remédios para a menina, após ela passar por diversas complicações.

Em maio de 2023, Ana Júlia foi levada ao hospital com queixas de fortes dores de cabeça e febre alta. Após a avaliação, a criança foi medicada e enviada para casa. A dor não cessou e, após alguns dias, ela retornou ao Hospital Municipal de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, e realizou uma tomografia. No mesmo dia, a menina sofreu um AVC isquêmico e foi transferida para o Hospital Santa Marcelina, em Itaquera.

Júlia passou por diversos exames e, no outro dia, precisou ser entubada para realizar uma cirurgia de emergência e colocar uma válvula DVP (Derivação Ventrículo Peritoneal), após ter uma pressão intracraniana. Segundo a Universidade Federal do Vale do São Francisco, o procedimento consiste em um sistema de drenagem liquórica da cavidade ventricular para a peritoneal, conectado por uma válvula, para alívio da pressão no cérebro causada pelo acúmulo de líquido.

Após a cirurgia, os médicos suspeitavam de que Júlia estaria com Meningoencefalite Tuberculose Cerebral. Os sedativos foram desligados e a esperança, segundo Laissa Rodrigues, irmã de Júlia, era de que ela acordasse.

“Foram dias de agonia esperando ela acordar, aí veio a notícia de que ela tinha entrado em coma. Como ela já estava entubada há quase 20 dias, foi realizada uma traqueostomia, e no outro dia ela começou a respirar sem ajuda dos aparelhos. Foi nossa primeira conquista”, disse a irmã, emocionada.

Ana Júlia logo recebeu mais um diagnóstico, ela também possui a Síndrome de Guillain Barre, e após 63 dias em coma, ela começou a reagir aos estímulos do tratamento e acordou.

Após oito meses de todo o ocorrido, a família da pequena guerreira tem passado por diversas dificuldades, pois todo o tratamento de fisioterapia, remédios, insumos básicos para o dia a dia e dieta foram negados pelo SUS. Para ajudar no transporte para continuar o tratamento, Júlia também precisa de uma cadeira de rodas adaptada que custa aproximadamente R$ 8 mil reais.

“A dieta é muito cara, ela precisa de um frasco por dia que custa aproximadamente R$ 250,00 cada e não temos condições. Precisamos de sonda, fralda, seringa, luva cirúrgica, fisioterapia motora e ocupacional, entre outros, e tudo nos foi negado”, explicou.

Laissa precisou sair de seu trabalho formal para ajudar a mãe a cuidar da irmã. Hoje a família possui como renda apenas o bolsa família, e faz um apelo para que quem puder contribuir com a vaquinha online ou através de doações. “Gostaria de pedir ajuda para quem puder ajudar, não precisa ser um valor alto, R$ 1 real já fará a diferença”, pede Laissa.

“A última vez que eu ouvi minha filha falar foi no dia das mães. Eu entrei com ela andando no Hospital e ela saiu em estado vegetativo”, disse emocionada a mãe de Júlia, que preferiu não se identificar.

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Uma resposta

  1. Boa noite vcs que poder. Ajudar essa família á criança está precisando de algum

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