Três atletas de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, estão prestes a dar passos importantes no mundo do boxe. Com histórias diferentes, mas com a mesma paixão pelo esporte, Anna Caroline Dias Martins, 22, Gustavo Felipe da Silva Ferreira, 24, e Loren Kawane, 28, se dedicam todos os dias em busca de vitórias dentro e fora do ringue — e se preparam para, no próximo dia 15, disputarem as competições mais importantes de suas trajetórias até aqui.
Eles participarão do Seven Boxe Combat, que ocorre no Mais Shopping, em Santo Amaro, na capital. Gustavo fará sua estreia no boxe profissional, enquanto Anna e Loren decidirão suas participações no Campeonato Mundial de Boxe, que acontece em outubro, no México.
Morador de Jundiapeba, Gustavo começou a treinar após um acidente de moto e, desde então, não parou mais. De acordo com ele, o esporte foi uma ferramenta importante para que ele mudasse seu comportamento, outrora ligado a baladas e bebidas. “Tive um acidente de moto, estava perdido. Bebida, cigarro… Aí quis mudar de vida”, conta. De aluno virou professor, entrou na faculdade de Educação Física e agora se prepara para sua estreia como profissional. “Quero representar meu bairro e minha cidade. Tem muita gente aqui que me vê como exemplo. Isso me motiva”, diz.
Anna, por sua vez, enveredou no boxe por intermédio de um amigo na faculdade. Ela conta que encontrou no boxe mais do que um esporte: uma forma de se entender melhor. “O boxe é incrível, eu me conectei muito com ele. Me fez ter um pouquinho mais de paciência, ser uma pessoa mais estruturada mentalmente também, que eu acho que é super importante. Uma pessoa com uma visão maior de mundo”, conta. Agora, sua meta é chegar às Olimpíadas. Assim como Gustavo, ela também intercala os treinos entre ministrar aulas e seus próprios estudos.
Loren tem uma história de reviravoltas. Ela conta que deixou o trabalho de cinco anos em um hospital para se dedicar à luta, primeiro ao Kickboxing e depois ao boxe. “Quando o esporte entrou na minha vida, eu mudei completamente, fora dos tatames e ringues também, acabou que eu fui moldando uma outra Loren.”
Os três treinam no projeto do professor Carlos Dário, no Centro de Artes Marciais Jackson Durães, em Jundiapeba, onde o esporte se tornou uma ferramenta de transformação social. O espaço conta com a participação de cerca de 400 alunos, de adultos a crianças, com cerca de 50 atletas de competição.



