Lucas do Liceu: ‘Legado se constrói dia após dia, é isso que me move em Itaquá’

Mesmo possuindo a segunda maior população do Alto Tietê, Itaquaquecetuba é uma das cidades com maior vulnerabilidade social da região e da Grande São Paulo. Por entender que a educação é a principal solução para o problema, Lucas Costa, o Lucas do Liceu, tem sua trajetória marcada pelas ações que visam elevar a qualidade de ensino no município. Ao ter a primeira oportunidade de assumir a direção das políticas públicas para o setor, como secretário de Educação, ele encara a pandemia do novo coronavírus com cautela: “Vamos preservar as vidas da comunidade estudantil.”

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Em um momento fundamental para a educação, secretário faz a diferença

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

Mesmo possuindo a segunda maior população do Alto Tietê, Itaquaquecetuba é uma das cidades com maior vulnerabilidade social da região e da Grande São Paulo. Por entender que a educação é a principal solução para o problema, Lucas Costa, o Lucas do Liceu, tem sua trajetória marcada pelas ações que visam elevar a qualidade de ensino no município. Ao ter a primeira oportunidade de assumir a direção das políticas públicas para o setor, como secretário de Educação, ele encara a pandemia do novo coronavírus com cautela: “Vamos preservar as vidas da comunidade estudantil.”

Confira os principais trechos da entrevista:

Gazeta Regional (GR): Secretário, qual a impressão sobre esses primeiros 30 dias de trabalho na Secretaria da Educação?

Lucas Costa, o Lucas do Liceu: Toda a solução passa pela Educação. Olha a importância dos cientistas, que estão solucionando um problema de escala global. Antigamente havia um paradigma que a educação começa para a pessoa quando ela atinge 5 anos. Hoje, a educação de qualidade tem que entrar a partir do nascimento, porque os melhores resultados ocorrem na educação inicial. Quando a educação inicial chega melhor para o aluno, e mais cedo, mais chance de ela se tornar um adulto sadio. Só pra se ter um comparativo com Mogi das Cruzes. Nossa vizinha tem 48 mil alunos, e Itaquá tem quase 43 mil. São só 5 mil alunos a menos. Mas, Mogi tem 106 creches, Itaquá tem pouco mais de 50 creches. Temos quase o mesmo número de alunos, mas com metade da estrutura que lá existe. Portanto, o desafio inicial é ofertar mais vagas de creches.

GR: E como está o trabalho?

Lucas: A Secretaria está dando atenção para todos os ciclos, mas as creches, hoje, são o nosso grande gargalo. Nós temos muita demanda, uma procura enorme, e ofertamos um número pequeno de vagas. Hoje a gente tem uma média de 300 nascimentos na cidade, por mês. Então, imagina que deveríamos abrir 300 vagas de creche por mês se essas mães necessitassem. Estamos correndo muito esse mês, para colocar a casa em ordem, seguindo as orientações do Eduardo [Boigues, prefeito], que tem feito um trabalho muito próximo da educação, e tenho certeza que ele vai ser lembrado muito como o prefeito da educação.

GR: O IDEB, que é um dos piores da região, será a referência do seu trabalho?

Lucas: Eu acho que o IDEB vai ficar um pouco prejudicado, devido à pandemia. Nos próximos anos ele não vai ser um indicador final, mas um deles. Nós estamos buscando, claro, pois desde o começo queremos a melhoria dele. Mas, com a pandemia, até as avaliações vão ficar prejudicadas. É um número que, talvez, no fim do governo, a gente possa usar como avaliação. A melhor avaliação nesse ano vai ser atender os alunos nas necessidades básicas. Atender com bons materiais, com uniforme, com uma boa formação. No fim do ano a gente consegue avaliar, internamente, essa melhora. E nos próximos anos isso deve se refletir no IDEB.

GR: Como a cidade se preparou para a volta às aulas?

Lucas: O prefeito é vice-presidente do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), e nós estamos muito alinhados com o consórcio. Mas, cada cidade tem a sua particularidade. Nossa rede volta agora, no dia 8, decidimos retornar de forma não presencial. Preferimos preparar as escolas neste mês. Estamos passando o pente-fino em todas as escolas, conversando com os diretores, analisando a estrutura física, vendo os recursos que foram enviados no ano passado e o que precisa para enviar esse ano. Também já solicitamos ajuda para a Secretaria Estadual da Educação, por ser uma das cidades mais carentes do Alto Tietê. Estamos trabalhando para deixar as escolas com os equipamentos e ter toda a segurança em um possível retorno. Na outra frente nós estamos capacitando os professores. E já estamos fazendo isso para, quando voltar, estarmos preparados. Primeiro preservamos a vida.

GR: As pessoas te cobraram quando houve a decisão pela Secretaria?

Lucas: Eu não paro de fazer as atividades que os vereadores fazem, de cobrar, de monitorar e de até propor. Mas, na hora que se aplica a primeira vacina, começa o trabalho da Educação 100%. Agora é a hora de recuperar as crianças, dar atenção emocional e psicológica para os professores, então a educação começa a ir para a linha de frente. Quando decidi assumir a Pasta, eu conversei muito com os eleitores que nos ajudaram a obter essa votação histórica na cidade. Muitos aprovaram logo de cara, porque sempre foi uma bandeira nossa. Não vejo mais ninguém me criticando, porque todo mundo entendeu que era um momento grave para a educação, e nada melhor do que ter alguém que é da área e é uma pessoa que está ao lado do povo. Uma coisa é certa: não importa a posição, o que importa é a nossa vontade.

GR: Qual o legado que você pretende deixar?

Lucas: Eu não penso nisso no atual momento. Nós temos a maior crise da educação de todos os tempos, e uma rede de escolas muito complicada. Então, minha maior preocupação é solucionar os casos atuais. E garantir transparência, honestidade, muito trabalho. Olhar o que a gente pode fazer hoje, desenvolver o melhor a cada dia e isso lá na frente vai refletir. Lá na frente você vai me falar o legado. Agora, em um cargo como agente público, tenho que estar disposto a servir. Tenho que estar disponível para a população. Queremos uma cidade que acolha, que inclua todo mundo e que ouça as demandas. Nesse primeiro mês de gestão temos mostrado isso. A cidade respira um ar de mudança.

Confira a entrevista completa:

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Uma resposta

  1. Fica difícil ler duas palavras tão depredadas nesse município, legado e educação, ligadas a positividade do secretário-vereador! Legado deixado por Mamoru, Armando, Moreno, Toninho e PL/PR (este último não só em Itaquá, mas na região do alto tietê todo!) é de holocausto social. Já “Educação”, a operação “Daycare” da policia federal tá na região dando o tom da sinfonia. Um legado razoável na educação municipal é acabar com indicação politica nas diretorias das unidades educacionais, colocando profissional concursado para o cargo, acabar com os esquemas das OS’s, acabar com essa quadrilha que não tem vergonha de enriquecer as custas da merenda de um município com índices baixíssimos de desenvolvimento, conseguir a proeza de fazer o munícipe ler mais, criando mais bibliotecas e melhorando a existente, com mostras de escritores locais, acesso a internet de qualidade, avaliação e atualização contínua dos docentes… Se conseguir deixar um cenário mais ou menos assim, já é uma mão-de-cal na história da educação no município.

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