sábado, 21 fev, 2026

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Jundiapeba: bairro nascido de uma área alagada que vive afogado em deficiências

São poucos os relatos sobre o “levante” de 1964, quando Brás Cubas tentou se desligar de Mogi das Cruzes. Para a emancipação era preciso integrar Jundiapeba ao projeto separatista. O Poder Público mogiano fincou pé na questão, afastando a ideia de perder território.
Da Redação

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O progresso lento perde para o crescimento acelerado e problemas surgem velozmente

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

São poucos os relatos sobre o “levante” de 1964, quando Brás Cubas tentou se desligar de Mogi das Cruzes. Para a emancipação era preciso integrar Jundiapeba ao projeto separatista. O Poder Público mogiano fincou pé na questão, afastando a ideia de perder território.

Brás Cubas foi demovida do plano, Jundiapeba decidiu continuar Mogi das Cruzes. Muitos moradores não sabem que o local onde moram poderia ter sido uma cidade “apartada” de Mogi.

Pessoas que estão há mais de meio século em Jundiapeba lembram dela como um enorme alagado. Os primeiros moradores dependiam de inúmeros carrinhos de mão carregados com terra para solidificar o terreno onde construíam suas “casinhas”. Outros citam até uma, hoje, inacreditável Jundiapeba pecuarista, com dezenas de bovinos andando pela densa pastagem.

Descendentes de Manoel Macedo, que chegou em Jundiapeba em 1949, falam dessa época. O patriarca do clã Macedo até hoje é uma das famílias mais conhecidas do distrito. Ele era famoso pelo apelido de Boiadeiro, em função de ter 150 cabeças de gado, relata seu filho, Sidnei Pinto de Macedo, 58 anos, nascido e criado no bairro.

“Meu pai era criador de gado aqui e a minha família é muito conhecida aqui em Jundiapeba”

Macedo

O pedreiro Aparecido Vitorino Barbosa, 69, construiu a primeira casa nos idos de 1970. “O lugar só tinha água, mato e hortas e hoje é casa que se perde de vista”. Sem plantações e nem mais uma cabeça de gado, Jundiapeba reivindica as necessidades do progresso, que não chega com a mesma velocidade dos problemas que se multiplicam.

“Construí a primeira casa e tive que aterrar todo o terreno que só era água e mato”

Barbosa
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