sábado, 21 fev, 2026

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Jd Caiuby, em Itaquá, se prepara para a ‘III Caminhada Contra o Câncer de Mama’

Conheça a história da professora que idealizou a iniciativa para conscientizar mulheres
Guilherme Alferes

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De acordo com os órgãos oficiais de saúde, a arma mais efetiva para se combater o câncer de mama, forma mais comum e letal que a doença se manifesta nas mulheres, é a prevenção, feita por meio de exames anuais. Esta aí, portanto, a importância da campanha do Outubro Rosa, que atribui a cor ao mês como forma de chamar atenção para o tema, e de ações como a III Caminhada Contra o Câncer de Mama do Jardim Caiuby, em Itaquaquecetuba.

Idealizada pela professora Gilmara Aparecida do Nascimento Bernardo, a atividade ocorrerá no próximo sábado (28), a partir das 9h, na Estrada dos Índios, saindo da base da GCM rumo ao pátio da Igreja Rainha dos Apóstolos, no Parque Residencial Scaffid I. À GAZETA, ela contou sua história e o que a motivou ao ativismo.

Estudos indicam que ações como esta aumentam em aproximadamente 40% a busca por exames como a mamografia, o que Gilmara pôde constatar na realidade enquanto realizava seu próprio tratamento. 

“A caminhada surgiu quando estava em tratamento oncológico, conversando com outras mulheres com câncer de mama, em que a maioria afirmava ter descoberto o câncer avançado por nunca terem feito exames de auto toque ou mamografia. Percebi que, embora a mídia, no mês de outubro, explore o tema, na periferia ainda há muita desinformação”, conta.

Seu diagnóstico aconteceu após, ao amamentar seus filhos caçulas, os gêmeos Renan e Ryan, sentiu um caroço no seio direito. Ao procurar ajuda médica, foi descartada a possibilidade de câncer; posteriormente, no entanto, o diagnóstico mudou e foi confirmada a doença já em nível 3, considerado avançado.

“A reação imediata é achar que vai morrer, porém, após orientação e ajuda de profissionais habilitados, percebi que se trataria de uma luta, mas a ciência estava presente para me ajudar”, relatou a educadora, que conseguiu vencer o desafio após dois anos de tratamento.

A história, no entanto, não termina assim. Sua mãe, a aposentada Sônia Faria, logo em seguida também recebeu o diagnóstico, porém em grau inicial, o que permitiu um tratamento mais curto e eficaz.

Apesar de toda a dificuldade do momento, Gilmara compreende que seu aprendizado possibilitou que ela e toda a família, apesar da tristeza e preocupação, pudesse agir com mais calma para ajudar dona Sônia: “Acredito que tenha acontecido primeiramente comigo a doença, para que eu pudesse compreender, acreditar e aceitar o tratamento da minha mãe sem me desesperar.”

Ambas venceram e é essa força que empenham hoje em tentar ajudar mulheres que, assim como elas um dia, não se atentam ao tema da forma ideal.

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