sábado, 21 fev, 2026

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Itaquá é a terceira cidade que menos emite carbono no Brasil

O dado, apesar de positivo, traz aspectos negativos, segundo secretário de Meio Ambiente
Guilherme Alferes

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De acordo com os dados mais recentes do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases), referentes ao ano de 2019, apenas 11 das 5.568 cidades brasileiras são credoras de carbono. Nessa seleta lista, a cidade de Itaquaquecetuba ocupa a terceira colocação, mas antes de entender o lugar da cidade no imbróglio climático, é preciso entendê-lo em si.

A emissão de gases de efeito estufa, sendo o carbono o mais comum deles, é um dos maiores problemas da contemporaneidade. A concentração desse gás na atmosfera é a maior responsável pelo superaquecimento do planeta, causando desastres naturais em massa.

Pensando nisso, as maiores potências da economia mundial estabeleceram metas de combate a esse problema, o Acordo de Paris. O Brasil, mesmo sendo signatário do acordo, não vem cumprindo com sua parte, sendo hoje o quinto maior emissor no mundo.

Segundo o diretor do Conjucli (Conselho de Juventudes pela Ação Climática), Rodrigo Malafaia, o quadro brasileiro precisa ser revertido o mais rápido possível, para que o aumento da temperatura média da Terra não alcance o pior patamar, de 4°C até 2060, o que seria devastador. O ideal, e acordado entre os países, é que seja de 1,5°C.

Para que essas metas sejam cumpridas, é preciso um esforço multifatorial, já que a emissão é feita por diversos setores, como a queima de combustíveis no transporte, desmatamento, agropecuária e saneamento básico.

Para destrinchar o caso itaquaquecetubense, a GAZETA procurou o secretário municipal de Meio Ambiente e Planejamento, João Carlos Navarro, que classificou o dado como “uma notícia boa acompanhada de algumas notícias ruins”.

De acordo com ele, a boa colocação da cidade em 2019 se dá mais por uma consequência histórica que por um trabalho bem estabelecido. A indústria instalada no município, mesmo que competitiva, não tem a característica de ser poluente, a agropecuária é, como sempre foi, tímida e, o mais alarmante, a quantidade de água e esgoto tratados é muito baixa.

“Poucos sabem, mas o tratamento de água e esgoto é um dos principais fatores para a emissão de gases do efeito estufa, ou seja, a falta de saneamento básico tem esse ponto positivo, de diminuir a emissão de carbono na cidade”, explicou.

O desafio então é de melhorar os indicadores sociais, mas sem prejudicar a questão ambiental. Sobre isso, Navarro destacou a revisão do Plano Diretor da cidade, que já está sendo debatida, e que, segundo ele, levará em conta, em todos os aspectos, os ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), propondo, dentre outras coisas, a instalação de ciclovias, melhorias no transporte público e o investimento em arborização urbana, potencializando o programa Cidade Mais Verde, já em curso pela secretaria.

Há outra boa notícia, no entanto, o secretário lembrou que, após a aprovação do Marco Regulatório do Saneamento Básico, em 2020, a cobertura tem aumentado, mas sem gerar o ônus ambiental, já que esse tratamento vem sendo feito nas estações de tratamento de Suzano e de São Paulo.

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