quarta-feira, 4 mar, 2026

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Irmão de suspeito envolvido na morte de mulher encontrada em lixeira em Poá é preso

Durante o interrogatório, Hildemar confessou que embalou o corpo da mulher em um saco de lixo e levou até onde o corpo foi deixado
Da Redação

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A Delegacia de Homicídios de Mogi das Cruzes divulgou nesta terça-feira (22) que o irmão de Hildeny Silva Cruz, suspeito preso pela morte de mulher encontrada em saco plástico em Poá, também foi preso. O caso aconteceu no dia 14 de julho em Calmon Vianna e ainda está em investigação.

A polícia do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes prendeu mais um suspeito no envolvimento da morte de Adriana Sontack Conedo. O homem, Hildemar Silva Cruz, que seria irmão de Hildeny Silva Cruz, o primeiro suspeito preso desde o dia 15 de julho, teria sido o responsável por transportar o corpo da vítima em um carrinho de feira e o jogado no lixo, segundo a SHPP.

Os policiais localizaram uma testemunha, que seria a chave para chegar até o irmão do primeiro suspeito. Ela contou ter visto Hildemar chegar em casa com um carrinho de feira. Segundo a polícia, o momento relatado pela testemunha foi após o suspeito ter deixado o corpo da mulher na rua Rui Barbosa.

Foto: SHPP
Foto: SHPP

De acordo com a SHPP, o Hildemar, que também seria dono do tambor onde o corpo foi encontrado, é mostrado nas imagens das câmeras de monitoramento indo até a casa do irmão pegar o carrinho. Ele está preso desde a última terça-feira (22), depois que o delegado do caso, Rubens José Angelo, da SHPP, emitiu um mandado de prisão temporária e busca domiciliar. Foi encontrado no local uma camisa de time de futebol Vasco da Gama, a mesma mostrada nas imagens das câmeras de segurança.Foto: Reprodução/GR

Foto: Reprodução/GR

Durante o interrogatório, Hildemar confessou que embalou o corpo da mulher em um saco de lixo e levou até onde o corpo foi deixado. Segundo o suspeito, Adriana teria fugido do hospital, ido encontra-lo na sua residência e ingerido bebidas alcoólicas e drogas. Por não saber se Adriana estava viva ou não, o homem teria a colocado num saco plástico.

Segundo o delegado Rubens, Hildemar mentiu no primeiro depoimento e incriminou o irmão, Hildeny, e “segundo uma testemunha, Adriana foi namorada dos dois, mas eles negam”.

A investigação segue sendo realizada para descobrir se a morte foi natural ou violenta. De acordo com a polícia, ambos ficarão presos até o término das investigações para apurar a veracidade de quem realmente cometeu os crimes.

Relembre o caso

Na noite do dia 15 de julho, o SHPP (Setor de Homicídio e Proteção a Pessoas) de Mogi das Cruzes efetuou a prisão de Hildeny Silva Cruz, suspeito de envolvimento na morte de Adriana Sontack Canedo, cujo corpo foi encontrado dentro de um tambor e um saco de lixo, desovado na Rua Rui Barbosa, na Vila P. Neto, em Poá. Ele se diz inocente.

O corpo foi localizado na manhã do dia 14 de julho. A investigação chegou a Hildeny por imagens de câmeras de segurança da rua de sua casa, que fica próxima ao local da desova. As filmagens mostram um homem saindo da casa dele, de madrugada, com um carrinho de feira onde estava o tambor com o corpo.

 “Analisando todo o contexto probatório que foi colhido, despertou a atenção da investigação, e até minha, o fato da pessoa que estava saindo com o corpo mancar, ter dificuldades de caminhar, com o pé direito meio virado. No momento da prisão de Hildeny, ele tinha essa mesma característica, igualzinho ao das imagens”, relatou.

Dr. Rubens também contou uma situação inusitada no momento da prisão: Após notarem a deficiência e a semelhança com os vídeos, os policiais o questionaram. Neste momento, ele tentou corrigir a posição e caminhar de forma diferente, para disfarçar.

Mesmo com uma série de indícios, Hildeny nega participação no crime, e até que conhecia Adriana. A investigação, no entanto, descobriu que ela teria um envolvimento amoroso com o irmão do suspeito, com quem ele mora.

Ao chegar na delegacia para prestar depoimento, no dia 16 de julho, Hildeny alegou que seu carrinho, utilizado no crime, foi roubado. Questionado pela GAZETA sobre o que aconteceu, ele disparou: “Não sei, estava dormindo.”.

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