Neste mês de novembro a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgou os resultados do IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal), levantamento anual que avalia os desempenhos econômicos de cidades de todo o Brasil com base em dados disponibilizados pelas próprias prefeituras.
O índice leva em consideração quatro quesitos, sendo eles “autonomia”, “gastos com pessoal”, “liquidez” e “investimentos”, atribuindo notas de 0 a 1 para cada um deles. O primeiro deles diz respeito à capacidade do município de ser autossustentável em relação a seus gastos; o segundo, à verba destinada ao funcionalismo público; o terceiro é a relação entre os ganhos e a despesas; o quarto, por sua vez, é a capacidade de investir.
O estudo analisa dados de todas as cidades que os disponibilizarem, o que 5.240 delas fizeram, ou seja, apenas 328 municípios brasileiros não participaram. A edição recém divulgada considera os números do ano de 2022.
Os 10 que compõem a região do Alto Tietê não só participaram, como demonstraram resultados otimistas no que diz respeito à responsabilidade fiscal.
Considerando que os mandatos dos atuais prefeitos e prefeitas iniciaram em 2021, a GAZETA analisou os dados dos últimos três levantamentos – isto é, de 2020, último ano dos mandatos anteriores, 2021 e 2022 –, que mostraram que sete cidades da região tiveram crescimento consecutivo, sendo que nenhuma delas teve um ano de 2022 pior que o anterior. A melhor colocação regional ficou com Salesópolis.
Confira os dados no gráfico abaixo:
Notas da redação
– Quando analisadas as notas do IFGF das 10 cidades da região, nota-se a consolidação de Salesópolis em primeiro lugar nos dois últimos levantamentos, com a nota de 0,8237 em 2021 e 0,8430 em 2022, seguida por Ferraz de Vasconcelos em ambas ocasiões, com 0,8096 e 0,8399. Guararema subiu da sexta colocação em 2021, com 0,7432 de nota, para a terceira em 2022, com 0,8335.
– Desde 2017, primeiro ano de mandato de Vanderlon Gomes (PL), a cidade de Salesópolis vem melhorando seus resultados no quesito “Investimentos”, saindo de 0,1174 para os atuais 0,8805, crescendo gradualmente a cada ano.
– Alcançaram nota máxima (1,0) no quesito “Autonomia”: Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano; em “Investimentos”: Biritiba Mirim e Guararema; em “Liquidez”: Ferraz, Guararema e Salesópolis; em “Gastos com Pessoal”, apenas Poá não alcançou a nota máxima.
– A maior diferença no índice geral de um ano para o outro (2020 para 2021) se deu em Biritiba Mirim, que saltou de 0,1837, situação classificada pela Firjan como “crítica”, para 0,6252, considerada “boa gestão”. O período do crescimento vertiginoso coincide com o primeiro ano do atual mandato do prefeito Inho Taino (PL).
– No primeiro ano de Eduardo Boigues (PP) à frente do Executivo itaquaquecetubense, a cidade alcançou, pela primeira vez nos últimos 10 anos, a classificação de “boa gestão”, ou seja, uma nota acima de 0,6. Em 2020 a cidade havia uma nota de 0,5259, saltando para 0,7568 no ano seguinte.