O Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) teve de intervir na situação dramática envolvendo aproximadamente 120 médicos que trabalham no Hospital Municipal da Brasilândia, em São Paulo, e que ficaram dois meses – maio e junho – sem receber salários, o que aconteceu só após a pressão exercida pelos sindicalistas.
Segundo informações, o atraso no salário da categoria teria ocorrido devido a falha do repasse financeiro da Prefeitura de São Paulo ao Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), que detinha o contrato de gerenciamento do Hospital da Brasilândia. O Iabas, por sua ve,z tem de repassar valores à MedPlus, que é a responsável pela contratação dos médicos.
Dentro desse triunvirato – prefeitura, terceirizada e quarteirizada –, quando chega a hora da responsabilidade de pagar os linha de frente, não aparece nenhum cabeça da pirâmide. O Sindicato forçou e conseguiu o intento de que os médicos pudessem novamente ver a cor do dinheiro.
O Instituto alegou que a prefeitura teria feito o repasse a ele no dia 12 de maio, mas que só repassou a metade do valor e que deixou de fazer o repasse de junho, o que teria provocado o não pagamento à MedPlus, e por consequência aos 120 médicos.
Em uma carta direcionada à Prefeitura de São Paulo, à direção do Hospital da Brasilândia e ao Iabas, expondo a luta dos médicos pela manutenção da vida dos pacientes durante o duro e exaustivo combate à Covid-19, o Sindicato deixou claro que o “trabalho heroico da categoria não poderia ser tratado de forma respeitosa”.
A carta pediu o esclarecimento imediato sobre o motivo dos médicos não terem sido remunerados pelo período trabalhado, bem como de não haver previsão para tal, tendo em consideração que os profissionais prestam a assistência médica de forma universal e plena, sem reservas e sem exceções. O documento frisou: que a remuneração seja de acordo com a carga horária trabalhada e o serviço prestado, pois é direito de qualquer trabalhador receber pela atividade exercida.
Agilidade
No dia 6 de julho houve uma reunião entre o Iabas e representantes da prefeitura e, após o Simesp pressionar com a carta entregue no dia posterior ao encontro, os médicos começaram a receber os salários atrasados.
O valor do contrato para o Iabas gerir os serviços do Hospital da Brasilândia, assinado em 2020, era no valor de R$ 114 milhões e teria duração de 180 dias, sendo prorrogáveis enquanto durar a pandemia. Nos últimos quatro meses deste ano, a prefeitura repassou ao Iabas a quantia de R$ 89,1 milhões em três parcelas mensais de R$ 29,7 milhões.
A reportagem indagou a Prefeitura de São Paulo qual o valor repassado ao Iabas no dia 12 de maio e qual valor deve ser repassado em junho. A https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração não se manifestou.




