Hospital de Mogi completa um ano como Centro de Referência do Coronavírus

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Com 54 leitos de UTI e 70 de enfermaria exclusivos para Covid-19, unidade realizou 39 mil atendimentos e 2,3 mil internações no período

Da Redação / Foto: Bruno Arib

O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) completa nesta quinta-feira (18) um ano como Centro de Referência do Coronavírus. A unidade qualificada para o atendimento de média e baixa complexidade foi completamente readequada, passando a receber exclusivamente pacientes de Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê com a Covid-19.

Ao todo são 54 leitos de UTI e 70 de enfermaria, além de pronto atendimento para casos suspeitos da doença. Durante um ano, foram realizados 39 mil atendimentos e 2,3 mil internações por mais de 650 profissionais envolvidos na assistência. Os números impressionantes demonstram o tamanho do desafio assumido pelas equipes, que enfrentam agora o pior momento da pandemia, com taxas de ocupação que chegam a 120%.

“Em um ano como Centro de Referência do Coronavírus, passamos por alguns picos de atendimento, mas nunca chegamos a um ponto tão preocupante como o que estamos vivendo hoje. A rotina é intensa e os profissionais trabalham bastante preocupados com os números atuais e o aumento dos casos, que nos colocam muito próximos do limite da unidade”, informa a diretora-geral do HMMC, Heloísa Molinari Nascimento.

Segundo a gestora, um ponto que é trabalhado constantemente junto aos colaboradores é a motivação.

“Todos estão dando o melhor de si, mas sabemos que não é fácil sair do hospital e ver tantas pessoas circulando sem máscara, reportagens de festas e aglomerações. Internamente lidamos com um cenário extremamente preocupante, mas nem sempre vemos essa realidade refletida do lado de fora. Isso chateia muito, pois sabemos que as pessoas que não estão se cuidando, que não respeitam as medidas preventivas, em algum momento estarão ocupando um leito e piorando ainda mais o atual cenário”.

De acordo com o Boletim Covid-19 da Prefeitura de Mogi das Cruzes, a cidade registrou até 18 de março 19.529 casos confirmados, com 15.832 pacientes curados, 2.894 ativos e 803 óbitos. As taxas de ocupação de leitos atingiram 100% nas UTIs e 91,1% nas enfermarias.

“Não tenho dúvidas de que esse é o momento mais alarmante que já vivemos na pandemia. Por isso, precisamos reduzir as taxas de transmissão da doença enquanto há tempo. Quem baixou a guarda e diminuiu as medidas de proteção precisa retomar com urgência. A população deve usar máscara sempre, assim como o álcool gel e lavar as mãos frequentemente. É muito importante evitar aglomerações. Chegamos ao ponto em que sair de casa é um grande risco. Portanto, se for possível ficar em casa, não tenha dúvida de que é a melhor opção neste momento. Precisamos de todo apoio possível, especialmente da população, para evitar que cheguemos em um ponto em que seja impossível retroagir”, alerta a diretora Heloísa Molinari Nascimento.

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