sábado, 21 fev, 2026

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Governo do Estado quer abocanhar duas rodovias construídas por Mogi das Cruzes

A polêmica sobre a possível instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga remete a um passado quando políticos comprometidos com o progresso do município pavimentavam o crescimento e desenvolvimento de Mogi das Cruzes com a construção de obras que tornavam possível essa marcha.
Da Redação

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Para os mogianos, a instalação de pedágios na cidade equivale a uma apropriação indébita

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

A polêmica sobre a possível instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga remete a um passado quando políticos comprometidos com o progresso do município pavimentavam o crescimento e desenvolvimento de Mogi das Cruzes com a construção de obras que tornavam possível essa marcha. Época bem diferente da situação atual, onde projetos visam comprometer o “caminhar” da cidade. A comprovação do fato foi extraída de relatos de quem executou as obras.

Jamil Hallage é engenheiro responsável pela abertura das duas principais rodovias de Mogi das Cruzes – Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Os dois acessos viários foram projetados durante as gestões do então prefeito Waldemar Costa Filho. Para o engenheiro, a grande missão foi construir a Mogi-Dutra abrindo 20 quilômetros da Serra do Itapeti. Iniciada em 1969, foi entregue em meados de 1971, sendo liberada ao tráfego sem pavimentação – era de terra e cascalho.

“Acabou o dinheiro e o Waldemar abriu para o público e tinha doido que dirigia nessa estrada assim mesmo, porque chegava mais rápido a São Paulo do que se fosse por Suzano. A poeira não tinha fim, mas todo mundo ficou feliz. A maior parte dos recursos para a obra saiu da Prefeitura de Mogi. O Waldemar desapropriou as áreas, fez a concorrência pública, raspou o fundo do tacho e ainda conseguiu uma ajuda do Governo do Estado.”

Já a SP-98, mais conhecida como Rodovia Mogi-Bertioga, foi iniciada em meados da década de 1970 e concluída no início da década de 1980. Mais uma vez o prefeito Valdemar Costa Filho foi responsável pelo começo e fim do trabalho que “encurtou” a distância da região do Alto Tietê ao Litoral de São Paulo, viagem antes feita pela rodovia dos Tamoios e pelo Sistema Anchieta-Imigrantes.

A extensão da rodovia é de cerca de 50 quilômetros, que podem ser percorridos em 40 minutos. Ela começa no bairro da Vila da Prata, em Mogi das Cruzes, e finaliza no entroncamento com a Rodovia Rio-Santos, no bairro do Indaiá, em Bertioga. O grande movimento de veículos nos fins de semanas e feriados prolongados formam enormes congestionamentos, fazendo com que a duração da viagem de 40 minutos aumente para quatro horas. Daí a reivindicação para a sua duplicação.

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