‘Fique em casa quem puder, e nos ajude a ajudar quem precisa’, diz diretora de UPA, em Mogi

Há 16 anos na área da saúde, Adriana Guimarães é enfática: “A mulher é mais sensível, mais determinada, e ela consegue lidar com várias fases do processo de administração.” No mês da mulher, ela concede entrevista à GAZETA devido ao importante trabalho que presta como diretora da UPA do Oropó, em Mogi das Cruzes, no combate à pandemia.

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À frente da UPA do Oropó, em Mogi, Adriana Guimarães fala sobre o combate à Covid-19

Por Lailson Nascimento / Foto: Laerton Santos

Há 16 anos na área da saúde, Adriana Guimarães é enfática: “A mulher é mais sensível, mais determinada, e ela consegue lidar com várias fases do processo de https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração.” No mês da mulher, ela concede entrevista à GAZETA devido ao importante trabalho que presta como diretora da UPA do Oropó, em Mogi das Cruzes, no combate à pandemia.

Confira os principais trechos da entrevista:

Gazeta Regional (GR): Adriana, a senhora está no cargo há pouco mais de 15 dias. Qual a experiência que traz para a UPA do Oropó?

Adriana Guimarães: Estou na área há 16 anos, possuo formação em https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração hospitalar e tenho algumas pós-graduações na área da saúde, o que acaba agregando mais conhecimento e desenvolvimento na unidade. Fui convidada pelo INTS a assumir esse desafio, a gestão dessa unidade, para trazer melhor atendimento, melhorar os processos internos e garantir melhor atendimento para a população. Já tive experiência anterior em Mogi, pois já trabalhei nessa unidade. Implantamos um trabalho de mudança de cultura, levamos essa unidade à certificação, e hoje o resgate disso é primordial, de trazer esse equipamento para atender de forma humanizada a população. Vejo isso como diferencial nesse momento de pandemia. Isso é um investimento que o INTS está fazendo, trazendo profissionais para que a gente possa dar continuidade ao trabalho que tem que ser feito e oferecer o melhor atendimento à população.

GR: E como está o volume de atendimentos após o fechamento do pronto-socorro do Hospital Estadual Luzia de Pinho Melo?

Adriana: Nós tivemos um aumento, não muito grande, mas considerável na procura, até porque a população está mais consciente de que é necessário procurar atendimento nos primeiros sintomas de Covid. Nós temos em torno de 7 mil atendimento por mês, gerando de 250 a 300 por dia, nas 24 horas. Esse número vem aumentando. De janeiro para fevereiro já teve um aumento diário.

GR: Qual o tamanho da equipe?

Adriana: Hoje nós temos em torno de 70 médicos atendendo no período de 30 dias. Diariamente são sete médicos e um intermediário nas 24 horas, além de enfermeiros, técnicos de enfermagem, enfim, um montante de cerca de 40 a 50 profissionais circulando pela unidade todos os dias.

GR: O que já foi identificado nesses primeiros 15 dias de trabalho?

Adriana: É pouco tempo de trabalho, mas já tenho grandes desafios, até em relação ao nosso perfil de atendimento, avaliar melhor o perfil da nossa população, de forma a acolher. O foco é garantir que o paciente saia daqui satisfeito. O maior desafio é entender que estamos diante de uma pandemia e que tudo que era normal hoje é diferente. Como fazer com que os processos aconteçam diante de uma pandemia? Diante de uma equipe que está totalmente sensibilizada, porque é uma equipe que tem uma carga horária pesada, que está muito sensibilizada. Nós estamos lidando com a incapacidade de vencer esse vírus. Estamos trabalhando há um ano com aquela sensação de impotência diante de um vírus. O desafio é manter a equipe forte para desenvolver o seu melhor trabalho dentro desse novo normal, nessa pandemia. É importante que a equipe está envolvida nessa proposta, inclusive a direção.

GR: Estamos no mês da mulher, então, o que é ser mulher a frente de um cargo tão importante?

Adriana: É perfil de trabalho. A mulher, hoje, tem se empoderado pelo conhecimento. A mulher se capacita com muito mais frequência que os profissionais masculinos. A gente está sempre se desafiando, até para chegar a um cargo estratégico ela está se desafiando o tempo todo. Então, o empoderamento da mulher nos últimos anos acabou sendo benéfico para a operação. A mulher é mais sensível, a mulher é mais determinada, e ela consegue lidar com várias fases do processo de https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração. Então eu consigo https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistrar, conversar com o funcionário, me colocar no lugar do funcionário, ter essa troca. Essa https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração participativa é muito importante. Você se colocar no lugar do seu funcionário e entender como ele trabalha, isso é importante. Na área da saúde você não faz a gestão sozinho, mas envolvendo todos os setores de assistência ao paciente.

GR: Apuramos que a senhora costuma vir à unidade na madrugada. É para fiscalizar?

Adriana: Não faço visitas surpresas, mas para atender necessidades que a unidade esteja passando, dar respaldo para a equipe. Cada parte técnica tem sua equipe para desenvolvimento. Mas se você tiver a direção, se você tiver o nível hierárquico mais alto dentro da unidade de saúde, e saber que ela vai enxergar a sua dificuldade, isso também ajuda a equipe. Eu não venho fazer auditoria, eu venho complementar. O foco é um só, o de garantir assistência ao paciente. Garantindo assistência à equipe, o trabalho fica melhor.

GR: A equipe tem correspondido ao seu ritmo de trabalho? Qual nota a senhor dá para eles?

Adriana: Não vou dar 10 porque a gente vai chegar lá, mas dou nove, nove e meio. Eu estou muito satisfeita com Mogi, e mais satisfeita ainda de estar nessa unidade, onde comecei a trabalhar quando cheguei em Mogi. É uma responsabilidade muito grande manter o atendimento 24 horas, e com qualidade no atendimento. Estou muita satisfeita com a equipe, e nós estamos entrando com melhorias, que são constantes. O atendimento de qualidade requer melhorias diárias. Então a gente vai implantar sim mais melhorias. Já consegui mudar algumas coisas, pois a equipe entendeu que está unida em um só objetivo.

GR: Qual o recado para a população em relação à pandemia?

Adriana: Que a população se conscientize. Principalmente a população mais jovem, fique em casa. Que a população entenda e se conscientize que o distanciamento social, o isolamento, o cumprimento das fases de isolamento seja efetivo, senão a gente não vai conseguir passar por essa pandemia de uma forma mais tranquila. A gente vai acabar esgotando todas as frentes de trabalho se a população não ficar em casa e entender que a gente está aqui para atender quem precisa. A estrutura está à disposição, a equipe está à disposição, mas a população precisa se conscientizar. Fique em casa quem puder, nos ajude a ajudar quem precisa. A gente tem que colocar a mão na consciência.

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