Um estudante do 9º ano foi xingado por uma colega de classe de “preto fo…do” durante sua aula de Artes, na Escola Estadual Doutor Renê de Oliveira Barbosa, em Arujá. Não bastasse a atitude racista e preconceituosa da garota, o pai dela entrou na escola e o agrediu fisicamente, enquanto ele bebia água no pátio. O ato de racismo da adolescente e a postura inaceitável de seu pai aconteceram no dia 22 de março.
A adolescente, além de ter cometido ato de racismo, preconceito e discriminação social em sala de aula, ameaçou o colega dizendo que “o seu está guardado”.
Tudo começou quando os alunos estavam realizando um trabalho em grupo, na aula de Artes. De acordo com o adolescente, a colega pediu para ele acessar a internet, pelo celular dele, para fazerem pesquisa, mas o garoto falou que não tinha crédito. Foi quando a adolescente, segundo ele, disse: “Você é um preto, pobre, cheio de espinhas, tem um celular e não tem crédito. Preto fo…do.”
“Meu filho, óbvio, ficou chocado com aquilo e se defendeu com palavras. No intervalo, meu filho foi beber água, ele estava no bebedouro quando, de repente, foi agredido pelas costas, arremessado contra a parede”, relata Fábio Cesar Paschoal, pai da vítima, se referindo à brutalidade de Fernando Oliveira dos Santos, pai da garota.
“Ele invadiu o pátio da escola e agrediu meu filho com socos, ombreadas e o ameaçou dizendo que iria matá-lo”, denuncia Paschoal. “Ele falou assim: ‘Você teve um desentendimento com a minha filha, eu vou matar você.’ Uma ameaça grave. Foi lavrado um boletim de ocorrência, crime por ameaça, consumado (artigo 147 do código penal brasileiro) e crime por lesão corporal, consumado (artigo 129)”, completa Paschoal, que é advogado.
Paschoal está indignado por não saber porquê ninguém da escola prestou atenção no momento em que o agressor entrou no pátio. “O agravante é que ele teve acesso à escola. Como? De que forma? Isso que me deixou muito inseguro, porque você leva seu filho para a escola e acredita que tem o mínimo de segurança para a criança que está estudando, que está sob a tutela da escola.”
Os fatos foram registrados por câmeras de segurança, as imagens são de responsabilidade da escola e serão disponibilizadas mediante autorização judicial. Segundo consta no B.O. feito pelo Conselho Tutelar de Arujá – ao qual a GAZETA teve acesso – a escola Doutor Renê de Oliveira Barbosa acionou a GCM, a PM e o Conselho Tutelar.
“Conforme relato do Conselho Tutelar, o pai da aluna confessou que se excedeu e que agrediu e ameaçou o meu filho”, diz Paschoal, que irá tomar as medidas judiciais cabíveis contra o agressor de seu filho.




Realmente é necessário averiguar como essa pessoa teve acesso ao páteo, vindo a agredir um aluno, para que isso não se repita. Até mesmo vindo a acontecer algo pior, como temos visto nós noticiários.
Inaceitável isso, quero vê até quando teremos que presenciar situações como essas, espero que ele pague pelo que fez, e que essa criança esteja bem..!