sábado, 21 fev, 2026

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Falta de acesso direto para a Ayrton Senna continua impedindo o progresso do Taboão

Um problema de mobilidade urbana que persiste há vários anos no Distrito Industrial do Taboão, afetando não somente os moradores, mas também, e principalmente, as empresas localizadas naquela área da cidade: a falta de um acesso direto ao local por meio da Rodovia Ayrton Senna.
Da Redação

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Há sete anos, a GAZETA fez reportagem sobre a reivindicação da AGESTAB para o estado

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

Um problema de mobilidade urbana que persiste há vários anos no Distrito Industrial do Taboão, afetando não somente os moradores, mas também, e principalmente, as empresas localizadas naquela área da cidade: a falta de um acesso direto ao local por meio da Rodovia Ayrton Senna. Em 2014, a GAZETA fez uma reportagem explicando a situação, porém, sete anos depois, nada mudou.

Há informações de que existe a possibilidade de 250 empresas deixarem São Paulo e se estabelecerem em outra cidade da região metropolitana. Considerando que essas empresas querem permanecer próximas à Capital, a região onde se localiza a Estrada do Taboão é uma boa alternativa para os empresários. O que é confirmado por Osvaldo Baradel, presidente da Agestab (Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão).

“Diversas empresas que hoje estão no Taboão fizeram justamente esse caminho, saindo de áreas onde não poderiam mais crescer e vindo se instalar no distrito. Atualmente, o distrito tem 15 milhões de metros quadrados e apenas 30% estão ocupados.”

Baradel

E havia um projeto que viabilizava o acesso ao distrito pela Ayrton Senna, segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), mas foi alterado. Ainda segundo a agência, o primeiro estudo, que tratava da construção do acesso direto ao bairro, foi negado em função das características da rodovia, cujos acessos são controlados e restritos para garantir a segurança e o tráfego de veículos.

“A nova proposta inclui a construção de uma marginal paralela à Ayrton Senna, que viabilizará o acesso do Distrito Industrial até a Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), onde há um dispositivo de retorno que permite ao motorista seguir na própria Mogi-Dutra ou entrar na Rodovia Ayrton Senna. A marginal proposta teria cerca de 5 quilômetros de extensão e o custo da obra está orçado em aproximadamente R$ 100 milhões”, informou a Artesp.

Como essa obra não estava prevista anteriormente no contrato com a concessionária Ecopistas, há necessidade da aprovação do Governo do Estado para a sua realização.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mogi disse que está engajada na luta por um acesso do Distrito Industrial à Ayrton Senna e que a obra “vai criar melhores condições de logística para a região, colaborando para o crescimento do distrito”. “É a maior área da Região Metropolitana de São Paulo disponível para receber grandes empresas e para a criação de empregos”, ressaltou.

Questionado se falta investimento do poder público municipal no Taboão, Baradel respondeu: “O Taboão é um polo industrial já consolidado, com importantes empresas e que gera, de forma direta e indireta, cerca de 15 mil empregos, porém ainda carece de infraestrutura para poder crescer. Um investimento maciço no Taboão beneficiará Mogi e o Alto Tietê”.

Interesse particular acima do interesse público: quanto vale carregar cimento

Com base em muitas reclamações de motoristas que moram na região e de caminhoneiros que trafegam diariamente pela Estrada Taboão do Parateí, no Distrito Industrial do Taboão, em Mogi das Cruzes, a GAZETA entrou em contato com a MRS (empresa de transporte e logística ferroviária) para saber acerca dos transtornos que a fabricante de cimento Tupi tem causado há anos naquela área.

As reclamações se dão pela Tupi operar na região, por meio de um ramal particular, um trem de carga utilizando a ferrovia que atravessa a estrada citada, prejudicando bastante o tráfego e, por consequência, gerando um problema de mobilidade urbana.

A reportagem esteve no local e, segundo os relatos, quando o trem de carga – até fazer toda a sua manobra dentro da área interna da empresa – ocupa a linha férrea no trecho em questão, chega a demorar de 30 a 40 minutos para executar seu procedimento, causando muito transtorno devido a sua demora.

“Vamos supor uma ambulância levando um familiar nosso para o hospital, e aí? Precisa chegar urgente ao hospital e um trem atravessado na pista, o que é que faz?”, indagou Edson Bassini, caminhoneiro há 25 anos.

O borracheiro Ricardo Leite, que tem seu comércio ao lado da linha de trem, confirmou: “O pessoal reclama bastante que atrapalha o trânsito; isso acontece mais por volta das 7 horas, 7h30 (da manhã) e das 4h30 e 5 horas (da tarde), horários de mais fluxo”.

Resposta dos envolvidos

Procurada, a Tupi não se pronunciou.

Já a MRS afirmou, de maneira superficial, que “tem buscado uma operação ferroviária cada vez mais eficiente e que tenha interferências mínimas no cotidiano local, buscando reduzir ao máximo possível os tempos de manobra e movimentação das composições.”

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