Nos últimos anos, há uma polêmica envolvendo a área da segurança pública no que diz respeito à atuação das guardas municipais enquanto forças policiais, tendo inclusive o STJ (Superior Tribunal de Justiça), em agosto de 2022, reforçado o entendimento de que elas devem se limitar à proteção de bens, serviços e instalações do município. No entanto, com a crescente sensação de insegurança presente no país, prefeituras de todo o Brasil tem utilizado dessas instituições como ferramentas para combater a criminalidade.
A GAZETA, portanto, realizou um levantamento dos números relativos ao trabalho realizado pelas GCMs da região do Alto Tietê entre 2021 e 2022, período correspondente à atual legislatura municipal. O resultado, surpreendente ou não, foi a constatação de que houve um aumento de demanda.
Vale ressaltar que as cidades de Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis e Santa Isabel não têm guardas municipais, ou seja, o estudo foi realizado com os números de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.
Os dados apontam que, somando todas as cidades, houve um aumento de ocorrências atendidas de 18.709 em 2021 para 18.784 em 2022, sendo Arujá a campeã em ambos os anos. Quando analisados os totais de prisões efetuadas entre um ano e outro, há um aumento ainda mais significativo, proporcionalmente falando, de 514 para 769. Neste caso, Mogi lidera nos dois cenários.
De acordo com as assessorias de imprensa de todas as prefeituras, o motivo mais recorrente para o qual as guardas foram acionadas na região nos dois anos foi perturbação do sossego, seguido por crimes ambientais.
Apesar do aumento na demanda considerando os números gerais, apenas três municípios – Ferraz, Itaquá e Suzano – demonstraram aumento nas ocorrências, ou seja, Arujá, Mogi e Poá diminuíram. O número de prisões foi maior em todas.
CONFIRA OS NÚMEROS DAS GCMs:






