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Empoderamento feminino e feminilidade

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Existe uma ilusão de que empoderamento feminino é feminilidade. Se não ledo engano, na certa uma estratégia da supremacia patriarcal para consolidar sua força e concentrar poder. Tentativa torpe, baixa e vulgar de rebaixar as capacidades e os potenciais de quem chamam de sexo frágil, mas que ao mesmo tempo revela o medo em torno do poder de uma mulher, sobretudo, nas esferas governamentais e nos espaços de decisão e poder político. Adentrar esses ambientes exige saber dominar a linguagem masculina e alternar comportamentos de delicadeza e dureza sem se perder.

Desenvolver políticas públicas que garantam real autonomia ao público feminino demanda maturidade, compromisso e respeito. Maturidade para pautar as questões de gênero. Compromisso inegociável com valores morais e o caráter alheio. Respeito com as vítimas de feminicídio, assédio moral, violência e crimes sexuais. Questões essas que exigem lealdade, seriedade e transparência daqueles que estão à frente de administrações públicas e conduzem políticas públicas.

Foi com garra, astúcia, força, coragem, bravura e determinação que as mulheres ocuparam espaços e se empoderaram. Isso nada tem a ver com enaltecer características femininas. Tem a ver com a arte de ser mais acirrada e não ter medo do enfrentamento, sem abdicar de sua feminilidade. O que fez a uruguaia Júlia Arévalo, primeira senadora eleita na América Latina ser chamada de ‘uma mulher de bronze e mel’. Sua atuação inspirou vários poemas e canções.

Com a premissa de construir patrimônio para deter poder e domínio econômico, o patriarcado incentiva a objetificação da mulher. Sob essa ótica vemos a pequenez de gestores medíocres investir e incentivar ações que visam exaltar a feminilidade tratando de forma errônea, equivocada e grotesca como empoderamento. Na realidade, o que fazem é suprimir o poder de uma mulher, um comportamento denominado por Carl Jung como padrões de imaturidade.

Precisamos de gestores comprometidos e dispostos a elevar a cultura de uma cidade a um novo patamar de civilidade para vivenciar a experiência de construir políticas públicas que pautem a mulher com seriedade, respeito e dignidade.

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Uma resposta

  1. O verdadeiro poder da mulher está em sua feminilidade, fragilidade não é fraqueza, o dia que vc entender como ser mulher e conseguir ser feliz na vida sem fazer tanta força e brigar tanto, nesse dia, vc vai descobrir seu poder.

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