Nos primeiros 100 dias à frente da Prefeitura de Mogi das Cruzes, a gestão Mara Bertaiolli (PL) ampliou o número de atendimentos na rede municipal de saúde. Foram 50 mil procedimentos a mais em comparação com o mesmo período da administração anterior. Este anúncio foi feito na última sexta-feira (30), quando a secretária de Saúde do município, Rebeca Barufi, fez um balanço das ações realizadas pela Pasta até o momento.
Segundo a prefeitura, o avanço é resultado de uma reorganização da rede e de medidas para enfrentar os desafios financeiros herdados, com foco na melhoria do serviço prestado à população.
O combate à dengue também foi uma das prioridades. Mais de seis mil imóveis foram vistoriados, testes rápidos foram disponibilizados em todas as unidades de saúde e drones foram utilizados para mapear e combater focos do mosquito em áreas de difícil acesso. A gestão lançou ainda o canal “Zap Dengue”, com atendimento via WhatsApp para orientar a população.
O SAMU teve a frota renovada com ambulâncias zero quilômetro, reforçando o atendimento de emergências.
A acessibilidade na saúde também avançou. Com o lançamento do SIS Libras, pessoas com deficiência auditiva passaram a contar com agendamento via videochamada, garantindo atendimento mais inclusivo.
Os mutirões realizados nos primeiros meses permitiram a realização mais de 33 mil consultas e exames. Ações realizadas também aceleraram os procedimentos em como catarata, ortopedia e especialidades e zeraram a fila para mamografia.
A prefeitura informou ainda que economizou mais de R$ 5,4 milhões após revisar e reequilibrar contratos com OSS (Organizações Sociais de Saúde).
Quatro unidades básicas de saúde tiveram o horário de funcionamento ampliado, o que reduziu o tempo de espera e melhorou o acesso da população ao atendimento.
As campanhas de vacinação também foram intensificadas. A vacinação contra a gripe foi antecipada e já alcançou 70.924 moradores.
A marcação de consultas médicas e exames, que era um problema recorrente, passou a ser feita de forma mais ágil: as consultas são agendadas em até 30 dias e os exames, em até 20. A fila da odontologia caiu de seis mil para 1.640 pacientes e a da psicologia, de 5.800 para 830.
Entre janeiro e abril, a rede municipal registrou 190.445 consultas médicas, 39.253 odontológicas, 47.048 de enfermagem, 47.149 de psicologia e 566.591 exames realizados.
Em janeiro deste ano, o secretário de Estado de Saúde, Eleuses Paiva, também confirmou a inauguração da Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes ainda neste ano, com capacidade para realizar 400 partos e mais de 2.000 consultas obstétricas de urgência por mês. O anúncio foi feito durante uma visita técnica realizada no prédio onde o equipamento irá atender à população, fruto da retomada de parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura.
Já em abril, a administração municipal anunciou a criação do Cidade da Saúde, que será localizado no antigo prédio do Liceu Braz Cubas, na esquina das ruas Capitão Manoel Caetano e Dr. Ricardo Vilela, no Centro. O edifício será reformado e abrigará o projeto, conforme detalhou o vice-prefeito Téo Cusatis (PSD): “O imóvel é muito bem localizado e passará por uma reforma completa, oferecendo serviços de saúde à população mogiana e todos os encaminhamentos necessários na área”. A proposta é oferecer ainda mais resolutividade e facilidade de acesso aos mogianos.





