segunda-feira, 9 mar, 2026

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Em meio a pressão, CNL confirma isenção no pedágio para Mogi, mas ‘esquece’ Arujá

Cresce movimento de forças da região pedindo isenção para afetados pelas cobranças e “novela” ganha novos capítulos
Guilherme Alferes

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A luta envolvendo os pedágios nas rodovias Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98) ganhou mais um capítulo nas últimas semanas, com um crescente movimento de forças políticas da região pedindo isenção para os afetados pelas cobranças. Em meio à pressão, a CNL, empresa responsável pela concessão, confirmou a isenção para moradores de regiões de Mogi das Cruzes, deixando Arujá “de lado”.

Segundo a empresa, já estava previsto no contrato de concessão a isenção de tarifa para os moradores do Distrito do Taboão que, “em uma mesma viagem, cruzarem o pórtico P2, localizado no km 40+800 da SP-088, e utilizarem o acesso do km 38+300 da mesma rodovia. Essa isenção será somente para esse pórtico P2, em ambos os sentidos.”

Usuários cujo percurso tenha origem ou destino na Estrada da Pedreira, diz a CNL, ao cruzarem o pórtico P2, pagarão apenas pelo trecho efetivamente percorrido da SP-088. Nesses casos, o desconto será de aproximadamente 70%, resultando em uma tarifa de cerca de R$ 0,60.

“É importante ressaltar que para os deslocamentos dentro da cidade de Mogi das Cruzes não haverá cobrança de tarifa. Desta forma, os moradores de bairros próximos a Estrada da Pedreira, assim como os moradores do referido Condomínio Aruã, não passarão por pórticos de pedágio para se deslocar para o centro de Mogi. O pórtico P2 está instalado no sentido oposto ao Centro, o que garante que a circulação urbana dentro da cidade não seja onerada. A tarifa somente será aplicada a quem seguir em direção a Arujá ou acessar a rodovia Ayrton Senna”, afirmou a empresa em resposta à reportagem.

Nesta semana, a Prefeitura de Arujá enviou ofícios ao Governo do Estado, à Artesp e à CNL fazendo o mesmo pedido em relação aos moradores de bairros às margens da Mogi-Dutra no município. Questionada sobre o atendimento à solicitação, a empresa respondeu que as isenções são apenas estas já citadas.

Procurada para comentar os dois casos, a Artesp disse que “está realizando estudos técnicos para identificar a melhor solução viável, que será posteriormente apresentada e validada pela SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos).”

Ecos na Alesp

Na última semana, a GAZETA publicou uma entrevista exclusiva com o deputado estadual Antônio Donato (PT), que protocolou na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado) um Projeto de Lei que institucionaliza a isenção.

A reportagem procurou o deputado mogiano Marcos Damasio (PL) para saber sua posição em relação ao projeto. Em nota, ele disse que “todo e qualquer projeto que traga isenção da tarifa para os moradores de Mogi das Cruzes contará com o meu apoio. Defendo que os mogianos não podem ser penalizados para circular dentro do seu próprio território, e seguirei atuando na Assembleia Legislativa para impedir que esse pedágio se torne mais um peso no bolso da população.”

O presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL), por meio de sua assessoria de imprensa, negou comentar a proposta.

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2 Avaliações
  • SERGIO ALTRAN says:

    Estão enfiando a mão no bolso do trabalhador , só os impostos, já não está dando. Se continuar assim estarão cavando uma revolução.

    Responder
  • SERGIO ALTRAN says:

    Só os impostos já não está dando , agora estão enfiando a mão no bolso do trabalhador.

    Responder

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