segunda-feira, 9 mar, 2026

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Em caso misterioso, desaparecimento e morte de Rodrigo Devechio choca região

Jovem itaquaquecetubense foi encontrado morto em Taubaté; Polícia Civil do Vale do Paraíba investiga o caso
Guilherme Alferes

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No fim de uma tarde de domingo, um jovem deixa sua casa para ir comprar um chocolate na padaria. A trivialidade de uma ação como essa, comum a qualquer brasileiro, foi o início de uma semana marcada pela apreensão e comoção de toda a cidade de Itaquaquecetuba, bem como da região, em solidariedade à dor da família de Rodrigo Batista Devechio.

Por volta das 18h40 do último domingo (23), o jovem de 19 anos foi visto pela última vez, indo buscar a supracitada guloseima, no Jardim Maria Eliza, em Itaquaquecetuba, onde morava com a família.

De família evangélica, frequentadora da Congregação Cristã do Brasil, Rodrigo era músico na igreja. Seu perfil tímido fez com que toda e qualquer possibilidade de uma fuga voluntária fosse descartada. Até o momento da publicação desta matéria, todas pessoas próximas à família Devechio ouvidas pela GAZETA fazem o mesmo tipo de relato, atribuindo a eles nada além da normalidade de uma família unida.

Com o passar dos dias, a proporção do caso foi aumentando assim como as expectativas com seu desfecho, que, até pelo tempo verbal utilizado nesse texto até aqui, nota-se que não foi o melhor. Na noite de quarta-feira (26) foi localizado o corpo de Rodrigo em Taubaté, morto por atropelamento às 20h30 de domingo, cerca de duas horas depois de sair de casa.

VEJA TAMBÉM: ATUALIZAÇÃO: Jovem desaparecido em Itaquá é encontrado morto em Taubaté

Com base no depoimento do motorista do caminhão que atingiu o jovem, o caso foi registrado como suicídio. O homem, que não teve seu nome divulgado, relatou que Rodrigo teria se atirado na frente do veículo. A informação foi confirmada à GAZETA por um investigador do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Mogi das Cruzes, onde estava aberta a investigação do desaparecimento.

O fim tão trágico quanto surpreendente da vida de Rodrigo deixou uma série de questionamentos, como: de que forma ele chegou a Taubaté em tão pouco tempo? Que motivo ele teria para um suicídio? Por que em Taubaté?

Essas perguntas terão de ser respondidas pelos investigadores da Polícia Civil de Taubaté, para onde o caso foi transferido e com quem a GAZETA tentou, mas não conseguiu contato até o fechamento desta edição. Podem, no entanto, ser desmentidas algumas teorias, como as de que Rodrigo teria sido sequestrado, segundo os agentes da unidade mogiana de investigação.

Por estar sem documentos no momento de sua morte, Rodrigo foi enterrado em vala comum no cemitério taubateense e, até esta publicação, a família está tentando a exumação.

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