Itaquaquecetuba vive um momento histórico para a causa animal. Teve início nesta semana um mutirão de castração com uma estrutura inédita no país: a primeira carreta de castração do mundo, idealizada pelo médico veterinário Edson Rodrigues (PODE), o Dr. Edson da Paiol. A ação reúne tecnologia, alta capacidade de atendimento e a promessa de se tornar um marco no controle populacional de cães e gatos, não apenas no município, mas em todo o Brasil.
A carreta chama atenção pela estrutura completa, com áreas de pré-operatório, centro cirúrgico e recuperação, permitindo a realização de até 400 procedimentos por dia. O projeto representa a evolução do antigo castramóvel e amplia significativamente o alcance das ações.
Segundo a vereadora Lessandra Gonçalves (PODE), a Lessandra da Paiol, o impacto da iniciativa é direto no combate ao abandono. De acordo com ela, o município enfrenta há anos o desafio do grande número de animais nas ruas, e a castração é a principal ferramenta para mudar esse cenário.
O mutirão segue até domingo (22) e deve alcançar um número recorde na cidade. A ação castrará 1,5 mil animais, tornando-se uma das maiores já realizadas em Itaquá.
Além do impacto imediato, a iniciativa também representa um avanço importante na redução da demanda. Lessandra afirmou que a ação deve praticamente zerar a fila de espera por castração no município, que contava com cerca de três mil cadastros pendentes. A organização espera abrir novas vagas após o mutirão e realizar a ação mensalmente.
Relevância do projeto
A ativista Luisa Mell, que acompanha a causa animal há décadas, destacou a relevância do projeto:
“Na hora que eu cheguei aqui, olhei a carreta e já falei: eu tenho 25 anos na causa animal e nunca vi nada parecido”.
Idealizador do projeto, Dr. Edson da Paiol ressaltou a importância de ver a iniciativa sair do papel e começar justamente na cidade onde foi concebida. Ele destacou que o projeto já ganhou reconhecimento além do município e deve alcançar outras regiões do país:
“A gente saiu de uma realidade antiga, em que muitos animais eram recolhidos para sacrifício, para um cenário de cuidado, prevenção e saúde pública.”
Para os tutores, a iniciativa também faz diferença. É o caso de Rosimeire Oliveira Mendes, que levou seus animais para castrar já no primeiro dia:
“É muito importante por causa da quantidade de animais abandonados. Muitas pessoas resgatam, mas não têm condições de castrar, e isso acaba gerando ainda mais filhotes. Por isso, a castração gratuita, principalmente para quem tem baixa renda, é essencial.”
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