Dona Benta “vive’ tráfego intenso onde passam vidas, o dinheiro e o progresso

O movimento no principal trecho comercial da Avenida Francisco Marengo, no Jardim Dona Benta, em Suzano, é maior que o registrado em algumas cidades pequenas do Alto Tietê, fazendo com que essa movimentação intensa, caso fosse verificada nessas cidades, indicaria o potencial econômico e de empregabilidade desses municípios.

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A principal artéria viária do bairro liga Suzano a outros municípios do Alto Tietê 

Por Aristides Barros / Fotos: Bruno Arib

O movimento no principal trecho comercial da Avenida Francisco Marengo, no Jardim Dona Benta, em Suzano, é maior que o registrado em algumas cidades pequenas do Alto Tietê, fazendo com que essa movimentação intensa, caso fosse verificada nessas cidades, indicaria o potencial econômico e de empregabilidade desses municípios.

O expressivo polo comercial no bairro é motivo de orgulho a moradores mais antigos, que de certa forma deram o pontapé inicial para que essa efervescência social seja a rotina diária da principal via de acesso do bairro, que serve de “ponte” para as cidades de Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.

A microempresária Maria Conceição Barreiro Lourenço, 69 anos, é uma das pessoas que pode ir para a “Galeria dos Comerciantes Desbravadores”. Ela conta que inaugurou a sua floricultura na “Francisco Marengo” quando a localidade ainda não tinha quase nada. “Foi em 1991 e aqui era só mato. A gente podia contar as lojas no dedo”, falou a mulher. “Mas, agora haja dedos para contar esse ‘mundaréu’ de lojas”, afirma, em tom de espanto, e com um sorriso escondido pela máscara que cobre o rosto.

A proteção básica é contra a Covid-19. A pandemia reduziu as vendas no comércio. “Todos aqui vão falar sobre a queda nas vendas, todos nós fomos afetados de uma forma ou de outra. Mas é preciso continuar, a doença para e as contas não param”, diz ela, que já mora há 32 anos no bairro.

O segurança Paulo Sérgio da Silva, 51 anos, nasceu no “Dona Benta” e adora morar no bairro. Ele afirma que a localidade cresceu assustadoramente, mas faz uma observação.

“Expandiu muito, mas a infraestrutura não acompanhou a evolução. O trânsito de pedestres, carros, caminhões é intenso. É complicado até atravessar a avenida. Fica ruim para as pessoas que têm carro parar para comprar nas lojas, porque quem para leva multa, não tem estacionamento e o prejuízo vai para os clientes e comerciantes. Não tem estacionamento, o ideal é que fizessem bolsões de estacionamento, já passou da hora”, opina, ao “dar” a ideia que sinaliza que o progresso também cobra ações.

Indagado sobre qual o presente daria para Suzano, que completou 72 anos de emancipação, Silva acertou na veia. “Daria vacina pra todo mundo, a gente precisa vencer essa doença e começar a viver sem medo novamente”, disse, acrescentando em tom político: “ninguém vai conseguir fazer nada com o minguado auxílio emergencial do governo.”

O divulgador Emerson Vieira Ramos, 27, é contundente.

“Muito bom morar aqui, cheio de comércio, de movimento e de vida. Gosto muito e gostaria também que houvesse mais empregos e saúde para as pessoas, que não falte alimento na mesa de ninguém”, comentou, ressaltando que o melhor presente para a cidade aniversariante seria “ver e dar tudo de bom a todos os suzanenses.”

A comerciante Silmara do Amaral, 45, partilha do mesmo pensamento. “O lugar é bom, o movimento é ótimo, e a gente deseja que melhore ainda mais, com todos tendo saúde e dinheiro para comprar mais”, conclui.

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