quarta-feira, 1 abr, 2026

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Dia da Mentira: entenda a origem do 1º de abril e como virou tradição

Data marcada por pegadinhas em vários países tem origem ligada a mudanças no calendário
Giovanna Figueiredo

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O dia 1º de abril é conhecido como Dia da Mentira e costuma ser marcado por pegadinhas em diversos países. Apesar da popularidade, a origem da tradição não é amplamente conhecida.

A explicação mais difundida remonta à Europa, no século XVI, especialmente à França. Na época, o Ano Novo era celebrado entre o fim de março e o dia 1º de abril. A mudança ocorreu com a adoção do calendário gregoriano, instituído pelo papa Gregório XIII, que estabeleceu o dia 1º de janeiro como início do ano.

Parte da população resistiu à alteração e continuou comemorando a antiga data. Essas pessoas passaram a ser alvo de brincadeiras e receberam o apelido de “bobos de abril”, o que teria dado origem à tradição.

Diferentes nomes ao redor do mundo

Embora a prática seja semelhante, o nome varia de país para país. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a data é conhecida como April Fool’s Day. Já na França e na Itália, a tradição é chamada de “Peixe de Abril”, com a prática de colar peixes de papel nas costas de outras pessoas sem que elas percebam.

Outras possíveis origens

Além da relação com o calendário, há outras hipóteses para o surgimento da data. Algumas versões associam o Dia da Mentira a festividades antigas que celebravam a chegada da primavera, marcadas por inversão de papéis e brincadeiras.

Outra possibilidade remete a festivais romanos, como a Hilária, que também incluíam encenações e momentos de descontração.

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Chegada ao Brasil

No Brasil, a tradição teria começado em 1828, com a publicação do jornal mineiro “A Mentira”. Na primeira edição, o periódico divulgou a falsa notícia da morte de Dom Pedro I, o que chamou a atenção do público.

Pegadinhas que marcaram época

Ao longo dos anos, empresas e veículos de comunicação passaram a aderir à data. Em 1980, a BBC anunciou que o relógio Big Ben passaria a ser digital, o que levou parte do público a acreditar na informação.

Em 1992, uma rádio dos Estados Unidos transmitiu uma entrevista fictícia com o ex-presidente Richard Nixon, sugerindo seu retorno à política.

Com o avanço das redes sociais, o Dia da Mentira ganhou ainda mais alcance, ampliando a circulação de conteúdos e exigindo maior atenção do público para distinguir informações verdadeiras de brincadeiras.

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