quinta-feira, 5 mar, 2026

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Depois de muita luta, Ferraz substitui ‘prédio da ETEC’ na Vl Jamil por UBS

De uma só vez, bairro ganhou novo equipamento de Saúde da Família e se livrou de antro de marginais; gestão será municipal
Guilherme Alferes

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Aos moradores da Vila Jamil, em Ferraz de Vasconcelos, assim como de toda a região do entorno, não faltam adjetivos para falar dos problemas que a construção existente na Avenida Jânio Quadros, 1.888, até tempos atrás gerava. O cenário apocalíptico do prédio abandonado onde antes funcionava uma ETEC, no entanto, foi mudado dando lugar à nova unidade de saúde do bairro, a UBS Antônio Pasquarelli, inaugurada na tarde de terça-feira (24).

Construído do zero graças a um empréstimo de R$ 21 milhões conquistado pela prefeitura em 2021, o prédio do novo posto de saúde acaba por resolver dois problemas da população, como explica a prefeita Priscila Gambale (PODE): “Quem não lembra que aqui era a antiga ETEC, que já estava destruída, onde tinha tráfico de drogas, um lugar muito vulnerável?! O bairro estava se tornando perigoso por conta deste local, e hoje se torna um lugar para cuidar da saúde da família ferrazense.”

O serviço substitui também a antiga UBS do bairro, pelo qual a prefeitura tinha de pagar aluguel e mesmo assim não contava com uma estrutura adequada para atender às 10 mil pessoas que têm prontuários ali. A nova unidade foi projetada de modo a aplicar a ESF (Estratégia Saúde da Família), ou seja, contam com equipes médicas generalistas, assim como de ginecologia e odontologia, por exemplo.

A estrutura conta também com sala de vacinas, para medicação, estacionamento para funcionários e visitantes, sala de acolhimento, e até horta comunitária. A expectativa é que sejam atendidas cerca de 3 mil pessoas por mês.

A gestão da unidade será feita pela própria Secretaria Municipal de Saúde, ou seja, sem a contratação de qualquer OSS (Organização Social de Saúde), como é comum no atendimento básico.

Questionado pela GAZETA sobre o assunto, o titular da pasta, Clécio Gonçalves, justificou a escolha pela continuidade do trabalho da equipe médica. De acordo com ele, por aplicar a ESF, o ideal é que a unidade garanta a estabilidade e a proximidade com a comunidade, conseguindo isso por meio de concursos.

“Para você ter um serviço que funcione adequadamente, ele tem que funcionar de forma longitudinal, ou seja, o mesmo profissional que está hoje aqui, tem que estar daqui 10 anos, o que só é possível com concurso público. Isso traz também maior facilidade de conversar, ganhar o carinho e a confiança da comunidade”, disse.

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