terça-feira, 10 mar, 2026

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Criado em Mogi, ‘Quitanda Social’ poderá se tornar política estadual

A ideia do projeto surgiu com o intuito de evitar perdas na produção agrícola local
Tatiana Silva

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O programa “Quitanda Social” de Mogi das Cruzes tem sido referência para o Estado de São Paulo. Isso porque o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Gilberto Nascimento, visitou a cidade para conhecer o projeto, entender como funciona e, futuramente, estudar a possibilidade de implantação do mesmo, na capital.

A visita aconteceu no bairro Residencial Novo Horizonte, que é um dos 21 pontos atendidos pelas entregas de kits com produtos agrícolas para famílias acompanhadas pela rede socioassistencial do município. As entregas são realizadas três vezes por semana, às terças, quintas e sextas.

“A nossa ideia era realmente vir aqui para conhecer, já ouvíamos falar desse programa e estamos sempre discutindo com a equipe da nossa Coordenadoria de Segurança Alimentar como evoluir e incrementar o atendimento para o Estado. Já temos programas de muito tempo, como o Viva Leite e o Bom Prato, e estamos aqui para entender, estudar e ver se é possível levar esse modelo para municípios maiores, menores e outras regiões do Estado”, disse o secretário.

A ideia do projeto surgiu com o intuito de evitar perdas na produção agrícola local e, ao mesmo tempo, beneficiar com produtos frescos e de qualidade famílias em situação de vulnerabilidade, que já recebem atendimento do município pela Assistência Social. 

A visita contou com a presença do prefeito Caio Cunha (PODE), que comentou a importância de Mogi ser mais uma vez referência para outras cidades.

“É gratificante para a nossa cidade ter criado uma iniciativa assim e vê-la sendo reconhecida em âmbito estadual. O Quitanda Social é uma ferramenta incrível de combate à insegurança alimentar e nutricional para as famílias em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que ajuda agricultores, nossa agricultura familiar e nossa economia. Ou seja, beneficia a todos”, disse o prefeito.

No início, em 2021, o projeto atendia 250 famílias, atualmente o número chega a 3 mil. As entregas são feitas em unidades da Assistência ou entidades parceiras.

Para a moradora do bairro, Adriana Ferreira, o projeto veio em boa hora. 

“Tem sido muito bom e tem ajudado bastante, principalmente depois da pandemia. Eu já pego desde o ano passado, e nesse calor é bom comer verdura, e aqui é tudo fresquinha”, comentou.

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