segunda-feira, 9 mar, 2026

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Conta de luz fica mais cara no Alto Tietê a partir desta quinta, 23

A conta de luz fica mais cara para o consumidor comum dos municípios da região do Alto Tietê, após a aprovação de reajuste de 15,44%
Da Redação

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Por conta do reajuste tarifário anual da EDP São Paulo aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a conta de luz fica mais cara a partir desta quinta-feira (23) para os consumidores do Alto Tietê. O aumento médio será de 16,78%, com impacto direto nas cidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Biritiba-Mirim, Salesópolis e Guararema.

Os clientes da baixa tensão, como residências e pequenos comércios, terão alta de 15,44%. Já os consumidores da alta tensão, que incluem indústrias e grandes estabelecimentos, enfrentarão reajuste de 19,80%. A nova tarifa entra em vigor em toda a área de concessão da empresa, que atende 2,2 milhões de unidades consumidoras em 28 municípios do estado, abrangendo também o Vale do Paraíba e o Litoral Norte.

Fatores que explicam o aumento

Segundo a Aneel, o reajuste reflete o aumento nos encargos setoriais, no transporte de energia e nos componentes financeiros calculados para os próximos 12 meses. Os encargos subiram 28,7% e sozinhos representaram 6,69% do impacto médio. Já os custos com transmissão de energia cresceram 7%, respondendo por 0,83%. Os componentes financeiros, que incluem créditos tributários e compensações de empréstimos, somaram 4,74% no cálculo.

Apesar do aumento geral, a parcela que cabe à EDP — referente à distribuição de energia — teve redução de -0,37%, o que ajudou a atenuar parte da alta ao consumidor. De acordo com a distribuidora, o faturamento anual do grupo no estado chega a R$ 6,55 bilhões, resultado de um consumo crescente e da expansão da rede elétrica nas cidades atendidas.

Como fica a conta no Alto Tietê

Na prática, o consumidor residencial que pagava R$ 85,63 passará a desembolsar cerca de R$ 100. Em média, de cada R$ 100 pagos, R$ 21,80 vão para a EDP — para cobrir custos operacionais, manutenção e investimentos na rede. Outros R$ 34,68 se destinam à geração e transmissão da energia, enquanto R$ 43,48 correspondem a encargos, impostos e tributos.

Os impactos variam conforme o perfil de consumo. Indústrias e comércios de grande porte, conectados à alta tensão, sentirão aumento maior. Já os clientes residenciais e de baixa renda terão reajuste menor, dentro da média de 15%.

Diferença entre revisão e reajuste

A conta de luz fica mais cara por conta do Reajuste Tarifário Anual (RTA), um processo automático previsto em contrato de concessão. Nele, a Aneel atualiza a chamada Parcela B, que cobre custos de operação e manutenção, e repassa as variações da inflação e dos encargos. Esse processo é mais simples que a Revisão Tarifária Periódica (RTP), que ocorre a cada quatro anos e redefine metas de qualidade, perdas e eficiência.

Com a decisão, as novas tarifas entram em vigor em 23 de outubro para todos os clientes da EDP São Paulo. Arujá e Santa Isabel recebem atendimento de outras distribuidoras de energia ficam de fora do reajuste.

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