Ao celebrar a liberação, por parte do governo do Estado, de R$ 5 milhões para Rio Grande da Serra, o prefeito da cidade, Akira Auriani (PSB), ressaltou a importância da articulação regional que conseguiu, no total, R$ 150 milhões para a Saúde dos municípios da sua região.
Essa articulação, segundo ele, foi alcançada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC: “Essa construção feita pelos prefeitos, encabeçada pelo presidente do Consórcio, é de grande importância”, disse Akira. Do montante anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 29 de agosto, R$ 100 milhões já estão na conta de seis das sete cidades que formam o CIGABC.
O Consórcio daquela região é um dos pioneiros no Brasil e um dos mais potentes. Nesta semana, eles se encontraram com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Representantes da entidade entregaram ao ministro o que chamaram de primeiro projeto intermunicipal do país para combate à criminalidade, com foco em prevenção, tecnologia e integração das forças de segurança.
E o que isso tudo tem a ver com a região do Alto Tietê? Com 15 anos de atuação, o Condemat+ (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região), consórcio que segue os mesmos moldes do CIGABC, atravessa um momento muito menos produtivo que o seu “primo” mais antigo. Neste ano, sob a presidência do prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), não alcançou qualquer resultado significativo na área da Saúde, por exemplo. A última reunião com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, foi em abril do ano passado, na gestão de Vanderlon Gomes.
Questionada sobre a atuação do Condemat junto ao governo estadual para assegurar investimentos em Saúde para os municípios do Alto Tietê, a direção apresentou apenas ações protocolares. Afirma que a Saúde é prioridade e que, após a reunião com o secretário, ocorreram encontros técnicos e foram encaminhados ofícios ao governo.
O consórcio destaca negociações para ampliar leitos de UTI adulto e pediátrico, descentralizar a CROSS, aumentar consultas e cirurgias e investir em hemodiálise. Como avanço, cita a implantação do serviço no Hospital Regional do Alto Tietê, com previsão de 240 vagas em seis meses, além da abertura de 17 leitos psiquiátricos no Hospital Dr. Arnaldo Pezzutti e a escolha de Mogi como piloto do Ciresp Digital.
Aponta ainda serviços próprios, como as Residências Terapêuticas, e parcerias, a exemplo da AACD de Mogi, em tratativas de ampliação para atender a fila de mais de 900 pacientes por OPMs. Outra iniciativa é o programa Abraçar, com a farmacêutica Boehringer, que garante exames de espirometria nos municípios.
Na nota, o Condemat+ reclama da morosidade por parte do Estado. Em assembleia recente, os prefeitos deliberaram o envio de novo documento ao governador cobrando respostas sobre convênios e recursos represados. O desafio do consórcio é traduzir essa agenda técnica e esses avanços pontuais em recursos e obras visíveis para a população. Até agora, porém, em 2025, sob o comando de Boigues, o Condemat apenas assiste outros consórcios acumularem conquistas.




