segunda-feira, 9 mar, 2026

- PUBLICIDADE -

Condemat+ sob Eduardo Boigues coleciona ações protocolares e poucos resultados

Entidade que reúne municípios da região tem dificuldade para transformar tratativas em investimentos concretos na saúde
Da Redação

Receba as novidades direto no seu smartphone!

Entre no nosso grupo do Whatsapp e fique sempre atualizado.

Ao celebrar a liberação, por parte do governo do Estado, de R$ 5 milhões para Rio Grande da Serra, o prefeito da cidade, Akira Auriani (PSB), ressaltou a importância da articulação regional que conseguiu, no total, R$ 150 milhões para a Saúde dos municípios da sua região.

Essa articulação, segundo ele, foi alcançada pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC: “Essa construção feita pelos prefeitos, encabeçada pelo presidente do Consórcio, é de grande importância”, disse Akira. Do montante anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 29 de agosto, R$ 100 milhões já estão na conta de seis das sete cidades que formam o CIGABC.

O Consórcio daquela região é um dos pioneiros no Brasil e um dos mais potentes. Nesta semana, eles se encontraram com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Representantes da entidade entregaram ao ministro o que chamaram de primeiro projeto intermunicipal do país para combate à criminalidade, com foco em prevenção, tecnologia e integração das forças de segurança.

E o que isso tudo tem a ver com a região do Alto Tietê? Com 15 anos de atuação, o Condemat+ (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região), consórcio que segue os mesmos moldes do CIGABC, atravessa um momento muito menos produtivo que o seu “primo” mais antigo. Neste ano, sob a presidência do prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), não alcançou qualquer resultado significativo na área da Saúde, por exemplo. A última reunião com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, foi em abril do ano passado, na gestão de Vanderlon Gomes.

Questionada sobre a atuação do Condemat junto ao governo estadual para assegurar investimentos em Saúde para os municípios do Alto Tietê, a direção apresentou apenas ações protocolares. Afirma que a Saúde é prioridade e que, após a reunião com o secretário, ocorreram encontros técnicos e foram encaminhados ofícios ao governo.

O consórcio destaca negociações para ampliar leitos de UTI adulto e pediátrico, descentralizar a CROSS, aumentar consultas e cirurgias e investir em hemodiálise. Como avanço, cita a implantação do serviço no Hospital Regional do Alto Tietê, com previsão de 240 vagas em seis meses, além da abertura de 17 leitos psiquiátricos no Hospital Dr. Arnaldo Pezzutti e a escolha de Mogi como piloto do Ciresp Digital.

Aponta ainda serviços próprios, como as Residências Terapêuticas, e parcerias, a exemplo da AACD de Mogi, em tratativas de ampliação para atender a fila de mais de 900 pacientes por OPMs. Outra iniciativa é o programa Abraçar, com a farmacêutica Boehringer, que garante exames de espirometria nos municípios.

Na nota, o Condemat+ reclama da morosidade por parte do Estado. Em assembleia recente, os prefeitos deliberaram o envio de novo documento ao governador cobrando respostas sobre convênios e recursos represados. O desafio do consórcio é traduzir essa agenda técnica e esses avanços pontuais em recursos e obras visíveis para a população. Até agora, porém, em 2025, sob o comando de Boigues, o Condemat apenas assiste outros consórcios acumularem conquistas.

Compartilhar este artigo
Deixar uma avaliação

Deixar uma avaliação

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- publicidade -

- PUBLICIDADE -