O Governo do Estado de São Paulo oficializou, no último dia 21 de maio, a assinatura do contrato de concessão do Lote Alto Tietê com a empresa Trivia Trens, concessionária do Grupo Comporte Participações S.A, que venceu o leilão em março deste ano. O documento, publicado no Diário Oficial em 22 de maio, marca o início do plano de modernização do transporte ferroviário metropolitano, envolvendo investimentos estimados em R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos.
A concessão abrange as linhas 11–Coral, 12–Safira e 13–Jade da CPTM, além do Serviço Expresso Aeroporto, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. O projeto prevê a construção de 10 novas estações, reforma de outras 24, reconstrução completa de quatro e a ampliação de mais de 20 quilômetros de trilhos.
Entre as principais intervenções estão a extensão da Linha 11 até a Estação César de Sousa, em Mogi das Cruzes, a extensão da Linha 12 até Suzano e a expansão da Linha 13 até os bairros Gabriela Mistral, na zona leste de São Paulo, e Bonsucesso, em Guarulhos, atendendo antigas reivindicações da população local.
Com essas melhorias, a expectativa é que as três linhas transportem, juntas, aproximadamente 1,3 milhão de passageiros por dia até 2040. Além disso, a concessão permitirá uma operação mais eficiente, com redução significativa nos intervalos entre trens. Por exemplo, na Linha 11, o intervalo entre Palmeiras-Barra Funda e Suzano será reduzido para 3 minutos, e entre Suzano e César de Sousa, para 6 minutos. Na Linha 12, o tempo entre Brás e Itaquaquecetuba cairá para 3 minutos e 15 segundos, e entre Itaquaquecetuba e Suzano, para 6,5 minutos. Já na Linha 13, o intervalo será de 10 minutos, com o Expresso Aeroporto operando com frequência de 30 minutos no entrepico e 1 hora nos horários de pico.
Fases do contrato e início das operações
Após a assinatura, inicia-se um prazo de 60 dias até a data de eficácia, momento em que o contrato começa a produzir efeitos jurídicos e operacionais. Durante esse período, a concessionária está montando uma equipe técnica especializada para garantir a implantação adequada da nova fase.
Passando esta data, tem início a fase pré-operacional, que se estenderá por 12 meses. Essa etapa envolve treinamentos e adaptações tecnológicas para operação das linhas, promovendo uma transição segura de responsabilidades da CPTM para a Trivia Trens. Também serão realizados estudos voltados à resiliência climática e à mitigação de riscos associados a eventos extremos, com foco na segurança e continuidade do serviço.
Concluída essa fase, começa a etapa operacional, dividida inicialmente em 12 meses de operação assistida, período em que a CPTM acompanhará de perto as atividades da concessionária. Passado esse ciclo, tem início a operação comercial plena, com a concessionária assumindo totalmente a gestão do sistema.
Em nota, a Trivia Trens informou à GAZETA que “todos os requisitos necessários para a eficácia do empreendimento estão sendo providenciados dentro do prazo contratual”.



